OBSERVATÓRIO DA UNIVERSIDADE 

 

 

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Textos em destaque:​​​

 

A Máquina de Aprender

Fernando Portela Câmara*

 

“O cérebro nada organiza, apenas atua; ele obtém informação e faz alguma coisa com ela.” Ross Ashby

 

A comparação entre cérebro e computador tornou-se inevitável dado o fato de que o computador tornou-se útil e necessário como substituto de algumas tarefas antes delegadas ao homem, para as quais o cérebro trabalha lentamente e é sujeito a erros frequentes, como os cálculos de alta precisão, tomadas de decisão em situações complicadas como estratégias de operações e de custos, gerenciamento de produção, etc. O cérebro, contudo, é rápido no domínio da percepção, e pode encontrar soluções para problemas complicados por via não dedutiva (não computacional), como nos exemplos eloquentes da teoria da evolução de Darwin, relatividade de Einstein, equação de Schrödinger, para citar algumas descobertas não obtidas por via lógico-dedutiva a priori, mas por algo que vagamente chamamos criatividade.

 

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Novembro 2017

 

 

 

Introdução à pedagogia neural. Como cérebros e máquinas aprendem

 

Fernando Portela Câmara*

 

A aprendizagem tanto em cérebros quanto em máquinas se dá por seleção de respostas adaptativas em reação ao meio. Toda aprendizagem é adaptativa, isto é, se dá por auto-organização, que leva à formação de repertórios com base na seleção da melhor resposta por tentativa e reforço seletivo. Na espécie humana, outro tipo de aprendizagem conhecida como aprendizagem por descrição, também é muito importante. Trata-se da aprendizagem por comunicação de informação de um organismo para outro (atualmente isto já acontece com máquinas, em menor grau), e do acesso a bancos de dados como bibliotecas, mídias, Internet etc. Este tipo de aprendizagem requer o uso de linguagem elaborada de conhecimento comum aos participantes.

 

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Novembro 2017

 

 

MINERALOGIA INDUSTRIAL E ENERGÉTICA PARA ENGENHEIROS

 

Abraham Zakon*

 

 

A GRADUAÇÃO UNIVERSITÁRIA É UM PARADIGMA ESTRATÉGICO

 

O contexto tecnológico atual exige que a formação dos profissionais de nível superior tenha uma sólida base científica, porém, sempre vislumbrando o cenário de suas aplicações em benefício da humanidade e do ambiente. O conhecimento das Ciências Naturais é imperativo para a graduação dos engenheiros, desde que provido com as linhas de raciocínio pertinentes. É possível lecionar, além da Física e da Matemática, os conhecimentos fundamentais de Química, Geologia e Biologia de modo sistemático, não-repetitivo, de modo que os estudantes vocacionados para Engenharia e outras profissões possam entender e conhecer o cenário de suas aplicações. Todos ganham: os profissionais, as universidades, as empresas e a sociedade. Conhecer os componentes e os fenômenos que coexistem na crosta terrestre, e os processos de extração de minérios com aplicações e a destinação de seus produtos e descartes é útil para vários ramos da Engenharia. Os minérios metalíferos, para cerâmicos, cargas de polímeros e outros materiais de construção, para fertilizantes e insumos agrícolas, combustíveis carbonosos e nucleares, além das cinzas de incineração de lixo, possibilitam usos e reciclagens, que são essenciais para conceber, avaliar e proteger equipamentos e sistemas que envolvam vidas. As maiores riquezas naturais do Brasil estão localizadas acima e abaixo da sua superfície terrestre. Extrair e beneficiar minérios é uma atividade que depende da ação conjunta de químicos, biólogos, geólogos e engenheiros, em particular, de minas, cujo aumento da oferta desses profissionais para o mercado de trabalho se faz necessário, face aos desafios econômicos e ambientais que se apresentam.

 

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Outubro 2017

 

 

10 anos do GOLPE do REUNI na UFRJ,

a história da implantação do programa do governo Lula-Haddad na maior universidade do país

Série Especial preparada pelo Projeto OBSUNI

 

 

 

Toque de REUNIr*

Luis Braga


Antes mesmo do reinício (tardio) das aulas na graduação, os professores do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza receberam via e-mail uma convocação da administração superior para discutir a proposta do Bacharelado (Interdisciplinar) em Ciências Matemáticas e da Terra. O curso faz parte do pacote aprovado em 25 de outubro de 2007 pelo CONSUNI, denominado Programa de Reestruturação e Expansão da UFRJ (PRE). Devido às resistências manifestadas pelo corpo social da universidade, a referência formal ao REUNI (1) foi retirada do documento final. Pelo mesmo motivo foi proposto um alongamento do prazo de discussão dos módulos II e III do processo de reestruturação, a saber: ciclos básicos por centro e bacharelados interdisciplinares. Apesar disto, a proposta, originariamente, apresentada pela Decania do CCMN foi classificada como curso novo, sendo mantida no Módulo I do PRE que se encontra presentemente em fase de formalização. Apresentamos em seguida alguns pontos polêmicos da proposta os quais contradizem as metas almejadas com a sua eventual realização.

 

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O abismo que nos protege*

Luis Braga

 


O atual Reitor da UFRJ, quando há alguns anos atrás, foi preterido na lista tríplice, buscou, a partir da ilegitimidade de seu oponente, inviabilizar a legalidade do mandato que lhe fora usurpado por decisão do Ministro da Educação. Não conseguiu, mas saiu da reitoria ocupada nos ombros dos estudantes, ladeado por dois cordões de policiais, ali colocados por ordem judicial. Perdera definitivamente a eleição, mas tornara-se o líder inconteste da comunidade da UFRJ.
Desde o ano passado, o Reitor parece querer trilhar o caminho inverso, de ilegalidade, em ilegalidade, terminará por perder a legitimidade. O ponto de inflexão deste comportamento se dá quando sobe a rampa do Planalto e declara apoio ao candidato à reeleição. Uma violação cabal do Estatuto do Funcionalismo Público. Neste instante, deixa de ser homem de estado, e torna-se homem de governo. E, é como homem de governo, que assina o Manifesto da Universidade Nova, sem que o Conselho Universitário da UFRJ tivesse se posicionado a respeito.
Mas é a partir da promulgação do Decreto do REUNI que as atitudes resvalam do partidarismo para o atropelo das normas legais. A reunião do dia 19 de Julho do Conselho Universitário que aprovou o relatório da Comissão criada para avaliar o PDE careceu das condições mínimas para que sua votação pudesse ser considerada válida, uma vez que o recinto do Conselho encontrava-se ocupado por ruidosos estudantes contrários ao projeto. À autoridade caberiam duas atitudes: ou suspendia a reunião, ou determinava a saída dos invasores. Não fez nem uma coisa, nem outra, insistindo para que os conselheiros remanescentes votassem naquelas condições que não permitiam sequer a verificação de quorum.

 

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REUNI invade de novo a pauta do CONSUNI*

Luis Braga

 

Mais uma vez o item REUNI provocou longos debates na reunião do Conselho Universitário (CONSUNI) desta Quinta-feira, dia 28 de junho, ocupando quase todo o tempo da reunião formal, e estendendo-se para depois das 15h por causa da longa lista de conselheiros inscritos para falar. Desta vez não houve presença maciça de estudantes, mas de funcionários, que lá estavam por outro motivo – encaminhamento de uma moção de apoio às suas reivindicações. Tampouco a ADUFRJ havia se manifestado, como tem sido usual ao final do expediente, nem havia ocorrido nenhum fato novo que provocasse tamanha polêmica. O item havia sido incluído na pauta para que se informasse ao Conselho os próximos passos após as sessões públicas da semana passada. O prof. Levi (Pró-reitor de Desenvolvimento) informou que o relatório preparado pela Comissão seria encaminhado aos Centros e Unidades para ciência e ajustes. Além disso estariam previstas três grandes audiências públicas para que a comunidade universitária pudesse tomar conhecimento mais amplamente dos projetos. E então, em setembro, os projetos seriam enviados ao MEC.

 

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O PDE não é só o REUNI!*

Luis Braga



Em 24 de Abril do corrente ano (2007) o governo federal lançou o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Compreende 28 ações que vão desde a instalação de energia elétrica nas escolas, passando pela distribuição de óculos até a fixação de recém-doutores. Dentre aquelas mais diretamente relacionadas ao ensino superior citamos além da que já foi mencionada – a duplicação de vagas no ensino superior público (REUNI), a expansão das atividades da Universidade Aberta do Brasil (UAB), a facilitação para contratação de docentes (Professor Equivalente) e a melhoria de condições de acesso a estudantes portadores de deficiências.

 

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REUNI ou DESUNI ?*

Luis Braga



A administração pública no Brasil é uma das maiores vítimas das lutas político-partidárias que se desenvolvem no país. Frequentemente vista como meio para alcançar determinados objetivos, sejam eles financeiros ou ideológicos, prima pela falta de continuidade e instabilidade. Diagnósticos, feitos sob medida para alçar aos céus uma nova rotina e curto-circuitar as existentes, se sucedem a uma velocidade que excede em muito o limite do bom senso. Esse processo barbárico é envolvido em um amplo esquema de marketing que estigmatiza qualquer crítica como conservadora ou ultrapassada. O Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), lançado pelo Governo Federal em abril deste ano, não foge à regra. Um enorme painel de programas que vão desde a instalação de energia elétrica nas escolas (1), passando pela distribuição de óculos, até a fixação de recém-doutores. É exatamente um dos programas do PDE, o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI), criado pelo decreto presidencial 9.096, em 24 de abril de 2007, que está provocando muita inquietação entre os professores nos departamentos acadêmicos da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ao indicar em seu Artigo 1o/ (2) as metas do programa, não deixa dúvidas sobre as condições que devem ser obedecidas, desqualificando-se, assim, as declarações suavizadoras de alguns dirigentes (3) empenhados em implantar o programa a qualquer custo. O Conselho Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CONSUNI) aprovou uma resolução criando uma comissão de alto nível (4) que, corretamente, pretendia promover um debate sobre a propriedade ou não do REUNI e as linhas mestras a serem estabelecidas. Entretanto, a Portaria do Reitor (5) que formalizou a existência dessa Comissão alterou o seu caráter, o que foi denunciado pelo Prof. Roberto Leher em artigo recente (6).

 

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Wag the dog

Luis Braga

 

 

Vou entrar nesse debate sobre a participação brasileira na Olimpíada Internacional de Matemática recomendando não abanar o rabo e muito menos ser abanado por ele. Refiro-me ao artigo do Diretor do IMPA publicado na FSP, de 19 de agosto último, intitulado “A olimpíada de matemática no Brasil e por que o rabo não abana o cachorro”. A olimpíada internacional de matemática (IMO) é uma competição entre estudantes adolescentes e existe desde 1959, foi ganha pela China 19 vezes, pela Rússia 16 vezes e pelo EUA seis vezes, assim como a Hungria. Este ano a vencedora foi a Coreia do Sul que ganhou em 2012 e já foi vice-campeã duas vezes. A equipe brasileira ficou em 37º lugar. Em toda a sua existência o Brasil sequer chegou ao quarto lugar.

 

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Agosto 2017

 

 

 

 

 

Considerações sobre o Patrimônio Matemático Brasileiro

Clovis Pereira

 

Nos últimos anos a História da Matemática se constituiu em um dos instrumentos que se incorporou ao Movimento da Educação Matemática mundial. Esta e a História da Matemática no Brasil vêm sendo utilizadas em nosso país para garantir também uma melhor compreensão do conteúdo matemático ensinado aos estudantes, quer de graduação quer do ensino básico, e para que seja compreendida a trajetória de início, formação, consolidação e desenvolvimento do ensino e da pesquisa em matemática nas universidades brasileiras.

 

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​Junho 2017

 

 

 

 

 

 

Carta em Defesa da Universidade Brasileira

Clovis Pereira

 

O Presidente da CAPES, Prof. Dr. Abílio Baeta Neves, anunciou em conferência realizada em 03/05/2017, durante Reunião Regional da SBPC que aconteceu na URCA/CE, no período de 02 a 06 de maio de 2017, que em 2017 será divulgado pela CAPES um edital focado em programas de internacionalização de universidades brasileiras.

 

O objetivo do edital, segundo informou ainda o Presidente da CAPES, e que tem previsão de ser implantado a partir de 2018, é atender a até 40 programas que possibilitem uma ampliação do quadro de cooperação e inserção internacional das instituições de ensino superior e pesquisa no Brasil.

 

O propósito deste artigo é propor ao Presidente da CAPES reflexões sobre alguns pontos, que mencionaremos abaixo, antes da divulgação do edital com o foco acima mencionado.

 

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Maio 2017

 

 

O Partido da Ciência

Luis Braga

 

Se o século XX foi palco das disputas mais acirradas entre religiosos, cientistas e filósofos, então aguardem pelo século XXI. Em nome de uma filosofia – o marxismo, em 1917, derrubou-se um Czar, para dar início a uma série de regimes em todo o mundo que contrariaram as religiões assim como as ciências sociais, econômicas e biológicas. Em 1925, uma ideologia – o Nacional Socialismo dá sua arrancada para conquistar o poder na Alemanha e no restante do mundo, negando a antropologia e o legado humanista europeu. O século XX é marcado também pela filosofia liberal, criada no século XIX e continuamente aperfeiçoada, trazendo ora prosperidade, ora miséria. A Igreja Católica nunca recupera o seu antigo poder e luta para manter e conquistar fiéis, das heroicas batalhas e conquistas do passado restam o conflito localizado entre protestantes e católicos na Irlanda e as lutas da Teologia da Libertação na América Latina. Por outro lado, impulsionada pela riqueza do petróleo, a religião muçulmana se expande demograficamente e retoma a agressividade de outras épocas, a Europa Ocidental se vê sitiada por hordas de refugiados e ativistas islâmicos. A ciência e sua irmã mais nova – a tecnologia servem e são usadas por regimes mais ou menos democráticos. As tecnologias militar e de comunicações não conhecem limites na luta pelo controle de povos e territórios.

 

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Abril 2017

 

 

Pós Lato Sensu continua sendo a riqueza mais  bem irregularmente distribuída entre as IES*

Luis Braga

 

 

Pós lato sensu continua sendo a riqueza mais bem irregularmente distribuída entre as IES. No dia 29 de março último, a Proposta de Emenda a Constituição (PEC) que permitiria a alteração do Artigo 206 da Constituição Brasileira - liberando os cursos de pós-graduação lato sensu das instituições públicas de ensino da obrigatoriedade de gratuidade - não conseguiu os votos necessários para sua aprovação. É verdade que isso tem pouco efeito prático, porque as instituições públicas continuam a ofertar e cobrar por esses cursos desde sempre, apesar de algumas ações judiciais exigirem o respeito à Carta Magna.

 

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Abril  2017

 

 

Liga Sul de Universidades Brasileiras

Clovis Pereira

Este artigo reflete parte de nosso esforço no sentido de apresentar sugestões, à comunidade universitária brasileira, que agreguem soluções viáveis para a melhoria da qualidade do sistema universitário do Brasil. Com este propósito sugerimos a alguns gestores de universidades públicas (federais e estaduais) situadas na Região Sul do Brasil, o início de debates para aventar a possibilidade de formação da Liga Sul de universidades.

 

O propósito da Liga Sul será reunir um pequeno grupo das melhores universidades públicas da Região, para que, com a busca e com a obtenção da excelência possam ofertar bons cursos de graduação e bons programas de pós-graduação stricto sensu; produzam ciência e tecnologia exponencialmente desenvolvidas, e com o bom desempenho possam servir de inspiração ao Governo Federal, para a reconstrução do sistema universitário brasileiro. 

 

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Março 2017

 

 

As ameaças contra a autonomia universitária e a liberdade de (cátedra)

Luis Braga

 

Enquanto for autarquia, uma universidade federal  não tem autonomia financeira, goza de autonomia acadêmica na forma da lei, isto é, se decidir usar pessoas em experimentos médicos sem comissão de ética, se emitir diplomas sem comprovação de histórico, ou outras  transgressões do sistema legal será confrontada pelo poder judiciário por ação própria ou estimulada. Na condição de autarquia, seus funcionários docentes e técnicos integram o regime jurídico (único) estando, portanto, submetidos aos direitos e deveres dessa categoria. Essa personalidade dupla de autarquia e universidade livre sistematicamente gera conflitos entre a União (a mantenedora) e a Universidade (a mantida) a começar pela designação do seu dirigente máximo – o Reitor -  que na forma atual disputa uma eleição paritária que depois é maquiada para materializar uma lista tríplice cujo primeiro nome é o  de quem o Ministro da Educação “deve” nomear.

 

 

 

 

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Fevereiro de 2017

 

 

O fracasso do livre docente

Luis Braga

 

Quando se sabe que o autor do texto é um livre docente de filosofia tende-se mesmo a concordar com o título, não exatamente pelos mesmos motivos. Li o texto em um site da UNISINOS, depois percebi que saiu na Folha de São Paulo cujos proprietários fariam uma grande economia se passassem logo o controle do jornal para a Midia Ninja. Se a UERJ, quando tinha alguma verba e salários, estava frequentemente em greve, recurso usado à exaustão no setor público devido ao pouco caso das administrações federal, estadual e municipal, imaginem agora que os salários atrasam... 

 

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Janeiro de 2017

 

 

Uma Política Universitária para o Brasil II

Clovis Pereira

 

Introdução

 

            O objetivo deste artigo é reiterar, ao Governo Federal e à comunidade universitária brasileira, a sugestão que fizemos em artigo anterior com o mesmo título. Para acesso o artigo que contém diversos pontos e publicado em julho de 2016, veja Uma Política Universitária Para o Brasil.

 

            Para a elaboração de um planejamento estratégico que vise em longo prazo a construção de um novo e competitivo Brasil, necessita-se incluir também um plano para a reconstrução do sistema universitário; um plano que seja de boa qualidade, bem estruturado, abrangente e que também recomende a criação, em médio prazo, de algumas universidades de excelência mundial. 

 

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Janeiro de 2017

 

 

O pesadelo de Bresser

Luis Braga 

 

O ex-ministro da Administração Federal e Reforma do Estado(MARE) no governo FHC já foi a encarnação do mal para os sindicalistas docentes federais, agora é herói da resistência contra o golpe. Nada que surpreenda os observadores da política nacional. No período 1995-98, o governo buscou modernizar as estruturas da administração pública em consonância com o processo de privatização e dinamização da economia. Bresser tentou convencer os dirigentes e lideranças das universidades federais a aderirem ao regime das organizações sociais pautando-se por critérios de controle social, controle de resultados e competição administrada. Sem chance, responderam os sindicatos, sem chance, respondeu a oligarquia acadêmica.

 

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Janeiro de 2017

 

 

Assine essa petição mandando o seu nome cidade e país (caso não seja o Brasil) para obsuni@gmail.com ou para Contato nesse site

 

Por uma revisão do capítulo IV - Da Educação Superior, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB - Lei no. 9.394/96),

e por um Plano de Política Universitária para o Brasil

 

...

Os abaixo-assinados, membros da comunidade acadêmica brasileira, e membros da parte esclarecida da sociedade brasileira, pedem providências urgentes para o exposto em prol da melhoria da qualidade do sistema universitário brasileiro.

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Janeiro de 2017

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Retrospectiva 2014
OBSUNI





O oitavo ano de existência do Projeto OBSUNI foi marcado por eventos significativos que sinalizam uma mudança de qualidade do projeto.

Em fevereiro, participamos da Maratona de Negócios da Campus Party e ficamos em primeiro lugar na categoria Jornalismo e Comunicação.

Embora, o foco do Projeto seja a educação superior no Brasil, o tema direitos humanos, pela sua abrangência e envolvimento, foi contemplado diversas vezes no clipping e em vídeos. Do nosso ponto de vista, esses direitos também devem ser respeitados para o cidadão de bem, que se manifesta contra os abusos dos governantes, incluindo-se aí, os estudantes que, em diversos países vão às ruas protestar contra regimes autoritários. Em particular, o registro em vídeo da fala da deputada venezuelana Corina Machado,em comissão do Senado brasileiro, no canal OBSUNI no You Tube, alcançou mais de 195.000 visualizações.

O fundamento do projeto é a produção de textos reflexivos sobre a educação superior no Brasil. Somente em 2014, foram produzidos cerca de 20 textos que podem ser lidos na página principal do projeto ou na página de postagens. Dentre eles, Ciência: Propostas Para o Avanço , recebeu destaque do Senador Álvaro Dias, cujo gabinete em correspondência ao autor, escreveu: "... Pela importância do tema e profundidade de sua análise, o senador determinou que o texto "Ciência: Propostas para o Avanço" seja inserido na Pauta de Estudos do Grupo de Trabalho de nosso Gabinete, para melhor conhecimento e análise." A questão da qualidade da produção científica também recebeu destaque, foram publicados diversos textos, dentre eles: Qualis sob suspeita e Submundo Acadêmico que despertaram o interesse da revista Veja, que publicou sua própria matéria sobre o tema, colocando-o na pauta de discussão sobre a ciência produzida no Brasil.

Ao final do ano, o diretor do Projeto inaugurou o escritório do OBSUNI no Rio de Janeiro e também foi agraciado com o Prêmio Cultura do Distrito LC-1 do Lions Club.

O próximo ano traz desafios enormes para a educação superior que não fica imune à grave crise institucional, econômica, financeira e social pela qual passa o Brasil.

O Observatório da Universidade deseja a seus contatos e parceiros um Feliz Natal e muitas alegrias em 2015.


Ano VIII Dezembro 2014