Pelas cotas inclusivas de acesso ao ensino superior público
por Leandro Nogueira
Mal introduzida, mal debatida e francamente deslocada tanto no aspecto histórico como no político, a questão das cotas de acesso ao ensino superior público, que tantas medidas e acaloradas discussões tem suscitado por todo o país, terminou por resultar em mais um episódio não apenas polêmico, mas sobretudo repleto de inegáveis desatinos, promovidos agora com a anuência não-solicitada às bases do movimento docente, pela Diretoria e os delegados presentes ao principal e mais recente congresso do sindicato
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Sistema de Seleção Unificada (SISU)
A real dimensão
Luis Paulo Vieira Braga
A denominação não esconde a meta ambiciosa – um sistema único para acesso à universidade – discutível em suas premissas e inexeqüível na sua primeira realização. Menos do que 50.000 vagas foram oferecidas pelo SISU de um total de mais de 350.000 vagas existentes em instituições públicas de ensino e de mais de 1.500.000 vagas do sistema privado de ensino superior.
Fruto do açodamento, o experimento patinou na segurança, o que causou o adiamento das provas, atrasando o calendário de aulas de 2010. Revelou falhas na
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Problema no ENEM = açodamento do MEC
Antonio Mac Dowell de Figueiredo
Em abril deste ano, eu publiquei neste blog um longo comentário sobre a proposta do "novo ENEM". Concluía assim:
"Um dos aspectos mais trágicos da cultura política brasileira é adefinição de programas ou de ações ad hoc que, a posteriori e superficialmente, procuram compensar os estragos feitos por uma usina social que gera, sem parar, desigualdade, iniquidade e exclusão.No caso do sistema educacional, políticas compensatórias não superarão definitivamente nem a desigualdade, nem a exclusão. A solução de base é
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Chat com o vampiro*
O portal G1 promoveu no dia 15 de junho último um chat com o diretor de avaliação de educação básica do INEP, Helinton Tavares, sobre o NovoENEM na seleção de candidatos às universidades. As perguntas e respostas foram transcritas pelo moderador do chat e são aqui reproduzidas para os leitores do BLOG. Obviamente os estudantes estão à beira de um ataque de nervos diante de tantas indefinições e mudanças que podem lhes tirar o sangue este ano.
Moderador apresenta a mensagem enviada por Diego: Haverá lingua estrangeira no Enem desse ano?
Heliton Tavares responde para
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5 comentários
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Dois potes de ouro: um no início e outro no fim do arco-íris*
Basta de privilégios. A Universidade Pública Brasileira é para todos, é para o povo. Deixemo-lo entrar já! Professor Natalino Salgado Filho, reitor da UFMA
Formular objetivos plausíveis é condição necessária na administração pública. Austeridade e probidade são os esteios da sustentabilidade do orçamento da União. Não temos visto nem uma coisa, nem outra, nas ações do Poder Central, de uma forma geral, e em particular, na Educação.
A mais recente iNOVAção do Ministério da Educação é a intempestiva mudança das regras de
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O Vestibular está nu*
No início era o verbo, e bota verbo nisso, o Ministro da Educação prometia a solução definitiva para o acesso às universidades públicas – uma prova única (em dois dias) concebida a partir do ENEM. A mudança tornaria o acesso mais democrático, pois permitiria a um aluno pobre do sertão concorrer a vagas nas melhores universidades do país. De quebra induziria o aprimoramento do ensino médio. No entanto a receptividade à idéia não foi tão imediata assim, os argumentos contrários iam desde a crítica à intempestividade da mesma, passando por efeitos colaterais - ao invés
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Unificação do vestibular e pluralidade
Professora Elisa Anhaia
Na condição de Professora do idioma espanhol, demonstro preocupação com as recentes notícias veiculadas em órgãos de imprensa referente à criação de uma prova unificada como forma de ingresso nas Universidades Federais, tendo em vista que estará desconsiderando peculiaridades regionais e não resultará em melhora do ensino no país. Além disso,essa medida está sendo imposta e lançada à sociedade de forma abrupta. Para que realmente se tenha uma mudança eficaz necessita-se diálogo com todos os setores educacionais
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Um momento que já tarda
Antonio MacDowell de Figueiredo
Bem além de seus declarados objetivos, a instigante e benvinda proposta do INEP/MEC para unificação dos processos seletivos de estudantes para as Instituições Federais de Ensino Superior – IFES tem implicações profundas e de grande alcance sobre os modelos de ensino médio e de ensino superior hoje adotados no país. A proposta não é completa. Ela envolve questões que devem ser abordadas com clareza e plenitude, de modo a que se tornem explícitas as consequências das opções que apresenta. Sobre as suas omissões, espera-se que não sejam
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A Sociedade Fala*
Os especialistas em sociedade do Ministério da Educação vivem a proclamar que estão a resgatar povo da escuridão em que estava mergulhado até a implantação de verdadeiros programas sociais na Educação Superior, como o REUNI e o Novo Vestibular. Em seguida, uma seleção dentre dezenas de comentários no Globo On Line, na sua maioria, contrários às intempestivas mudanças anunciadas pelo governo para o vestibular ainda este ano.
São comentários simples e diretos de não especialistas, e por isso mesmo desprovidos da censura e do formalismo acadêmico, que revelam as inúmeras
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Comparações de pesquisas eleitorais com resultados efetivos
José F. de Carvalho
Estatístico
Resumo
De longa data, estatísticos vêm avisando que as margens de erro de pesquisas eleitorais não tem base.
Os esquemas de amostragem usados não se prestam ao emprego de fórmulas simplórias, usadas para amostragem aleatória simples ou para amostragem estratificada. As pesquisas devem ser registradas nos TRE's. Minha pergunta: para que? De que adianta? Quem, num TRE, pode julgar a técnica estatística utilizada? Deste jeito, o que me parece é que o registro dá uma chancela de seriedade a algo
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