blog
sobre o blog
links
artigos 2007 a 2010
fotoblog
bud
fale conosco
observatório da universidade ANO VI
O Comissariado da UFF reprova os melhores das escolas públicas e privadas
quinta-feira, janeiro 12 2012 - 06:20

O Comissariado da UFF reprova os melhores das escolas públicas e privadas

Luis Paulo Vieira Braga

O tsunami ENEM-SISU continua provocando estragos, invadindo os lares das famílias, reduzindo a nada anos de estudos de jovens dedicados e competentes, enquanto ilude a outros com promessas de vida acadêmica fácil.

Não vou repetir os fatos já exaustivamente noticiados, envolvendo anulação de questões, erros de correção, etc, mas destacar o critério de corte aplicado na Universidade Federal Fluminense ao curso de medicina, que inviabilizou a entrada de qualquer candidato que não fosse beneficiado por ação afirmativa.

A nota 913,13 é impossível de ser alcançada mesmo que o aluno tire a nota máxima na redação e gabarite o ENEM. Já um aluno que tenha cursado o ensino médio no sistema público tem um bônus de 20% sobre a sua nota, fazendo com que um aluno que tenha obtido nota final 800 passe a 960.

Se o critério fosse voltado para discriminar o setor privado do público, já seria um absurdo. Mas o absurdo é ao quadrado. Do benefício estão excluídos alunos de colégios de aplicação e militares!!! Ou seja o curso de medicina da UFF não quer os melhores alunos.

As argumentações pró-cotas são uma legião, também não vou refutar uma a uma, mas apenas a mais definitiva dentre elas – cotistas têm bom desempenho – Ora, se fosse verdade, teriam bom desempenho nos exames e não precisariam de bônus ou reserva de vagas. Infelizmente, em geral, não é assim, a UFABC – universidade símbolo da ação afirmativa – tem mais de 50% de evasão. E para se falar de curso de medicina, procurem saber o que vem acontecendo no programa de residência da UERJ.

E a ABC, SBPC, UNE, UBES, ANDES, PROIFES e tantas outras entidades que deveriam defender os direitos dos estudantes, pois são o futuro, e além disso são sustentadas por nossas contribuições e impostos, nada dizem?

<< Navegar para quinta-feira, 12 de janeiro de 2012 Adicionar Novo Comentário
Luis Paulo
sexta-feira, janeiro 27 2012 - 09:28
+ informações
A UFF não reservou vagas para cotistas, nem nas do seu vestibular, nem nas do sistema SISU. Em ambas adotou a mesma política afirmativa - 20% de bonus sobre a nota da prova para alunos que tenham cursado o ensino médio em instituições públicas (exceto col.aplicação e militares). No sistema SISU adotou a nota de corte que inviabilizou a entrada de candidatos de cols.particulares, militares e aplicação. No seu vestibular não se tem a informação de qual percentagem de alunos do ensino médio que entraram. No caso do SISU foi 100%.
PROF.LUIS
quarta-feira, janeiro 18 2012 - 09:11
VERGONHA
INFELIZMENTE E UMA VERGONHA O NOSSO PAIS,AONDE NAO EXISTE IGUALDADE E SIM DERESPEITO AOS CIDADOES DE TRABALHO E LUTA,COM TANTOS IMPOSTOS E NOSSOS FILHOS E ALUNOS SAO COLOCADOS DE UMA FORMA RIDICULA NA AVALIACAO DO ENEM E NOS VESTIBULARES.O QUE ENEM TA AVALIANDO?OS POBRES?OS NEGROS?COTISTAS?OS RICOS?E OS DE CLASSE MEDIA ?FICAM AONDE?OS FILHOS DOS PROFESSORES?QUE NAO PODEM ENTRAR EM COTA?SAO RICOS?PROFESSOR NESTE PAIS GANHA BEM? E SEUS FILHOS PODEM IR PARA QUALQUER UNIVERSIDADE PARTICULAR,PQ ELES CONSEGUEM PAGAR?SAO EXCLUIDOS DE UMA COTA,QUE E ABSURDA PQ TDS SOMOS DESCEDENETS AFRICANOS.E OS LOIROS?E A DISCRIMINACAO CONTRA AS LOIRAS?...ELAS NAO TEM COTA?PQ ESTAO RECORRENDO SOBRE A TRANSPARENCIA DAS REDACOES?ESTAMOS PRESENCIANDO UMA OBSCURIDADE DIANTE DOS NOSSOS OLHOS.QUE CIDADOES IREMOS FORMAR?O QUE SERA DO NOSSO FUTURO?QUE PROFISSIONAIS TEREMOS?QUAL A QUALIFICACAO DOS NOSSOS PROFISSIONAIS?
PROF.LUIS
quarta-feira, janeiro 18 2012 - 09:10
VERGONHA
INFELIZMENTE E UMA VERGONHA O NOSSO PAIS,AONDE NAO EXISTE IGUALDADE E SIM DERESPEITO AOS CIDADOES DE TRABALHO E LUTA,COM TANTOS IMPOSTOS E NOSSOS FILHOS E ALUNOS SAO COLOCADOS DE UMA FORMA RIDICULA NA AVALIACAO DO ENEM E NOS VESTIBULARES.O QUE ENEM TA AVALIANDO?OS POBRES?OS NEGROS?COTISTAS?OS RICOS?E OS DE CLASSE MEDIA ?FICAM AONDE?OS FILHOS DOS PROFESSORES?QUE NAO PODEM ENTRAR EM COTA?SAO RICOS?PROFESSOR NESTE PAIS GANHA BEM? E SEUS FILHOS PODEM IR PARA QUALQUER UNIVERSIDADE PARTICULAR,PQ ELES CONSEGUEM PAGAR?SAO EXCLUIDOS DE UMA COTA,QUE E ABSURDA PQ TDS SOMOS DESCEDENETS AFRICANOS.E OS LOIROS?E A DISCRIMINACAO CONTRA AS LOIRAS?...ELAS NAO TEM COTA?PQ ESTAO RECORRENDO SOBRE A TRANSPARENCIA DAS REDACOES?ESTAMOS PRESENCIANDO UMA OBSCURIDADE DIANTE DOS NOSSOS OLHOS.
luis paulo
sábado, janeiro 14 2012 - 06:58
sem luz no fim do túnel
Após cinco dias de debates no forum eletrônico da Associação Brasileira de Estatística sobre o uso da TRI no ENEM, com a participação de dirigentes do INEP e consultores que implantaram o método, não há a mínima esperança de que sejam revelados os detalhes do cálculo das notas. Para eles, tudo já foi esclarecido em reuniões prévias com representantes de colégios e da comunidade acadêmica. O método... é complexo e adiantaria muito pouco explicá-lo. Justificaram a atitude, comparando com os exames médicos, cujas metodologias as pessoas desconhecem, mas continuam fazendo. Em relação às redações que ainda são corrigidas pelo método clássico (mas que poderão no futuro também ser corrigidas pela TRI) consideram que o treinamento foi rigoroso e o sistema muito bem concebido. Em ambos os casos, apesar de apresentado vasto mateiral colhido na imprensa, mostrando que os fatos não correspondem exatamente aos projetos idealizados, os participantes apenas se limitaram a citar bilbiografia, encontros e congressos sobre a TRI. Todo questionamento era imediatamente identificado como uma tentativa de invalidar uma teoria muito bem consolidada. Ninguém questiounou a teoria, mas a sua implementação no ENEM_SISU e a falta de informação geral sobre do que se trata.
luis paulo
sexta-feira, janeiro 13 2012 - 02:28
muito mais do que 20%
Segundo uma visão maximalista, estudantes do sistema público padrão merecem uma compensação pela má qualidade do ensino. Como os comissários da UFF não entendem muito bem a metodologia do TRI, nem os comissários do MEC querem tampouco explicá-la, chutaram 20% sobre a nota divulgada pelo MEC.xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Essa nota é resultado de um processo que funciona mais ou menos do seguinte jeito: a média de acertos em uma prova(supondo-se por enquanto todas as questões com o mesmo peso) equivale a 500, e cada desvio padrão a 100 para cima ou para baixo. Assim se em uma prova com 50 questões a média de acertos é 20, com desvio padrão igual a 10, um aluno que tivesse acertado 30 questões ficaria com 500+100=600, se tivesse acertado todas as questões ficaria com 500 + 300= 800. Se tivesse entregue a prova em branco ficaria com 500-200 = 300. O processo é um pouco mais complicado porque as questões têm peso diferente, mas o MEC não divulga essas contas.xxxxxxxxxxx Ao dar o bonus de 20% sobre essa nota final, é como a UFF estivesse dando para um aluno que tirou 500, ou seja que tivesse acertado 25 questões, 500+100=600, ora 100 corresponde a 10 desvios padrão, que por sua vez correspondem a 10 questões. Então foi muito mais que 20%, porque 10 em 25 dá 40%! Além disso estabeleceram uma nota de corte impossível de ser atingida por quem não tivesse bônus. Como é feita a média das notas finais, mesmo um aluno que tivesse tirado 1000 na redação, que é corrigida pela teoria clássica, ele não conseguiria atingir 913,13 ainda que acertasse todo o ENEM.
Leandro Nogueira
quinta-feira, janeiro 12 2012 - 11:22
Cotas da exclusão
Excelente texto! Definitivamente, o sistema de cotas nos termos determinados pela demagogia político-partidária, devidamente empoderada pela menoridade acadêmica, é uma deslavada política de exclusão social. Vale sempre destacar, o processo democrático é marcadamente inclusivo, mesmo tratando desigualmente os desiguais. Esse procedimento entretanto, longe de excluir preconiza justamente a universalização/ampliação dos direitos. De forma alguma potencializa a cassação da legitimidade e do mérito a ela associado. Da modo como a questão das cotas encontra-se encaminhada, estamos testemunhando a experimentação da obscuridade. Ou como diria Derek Bok, estamos experimentando a ignorância.
6 registros total(ais)        
Adicionar Novo Comentário
Seu nome  
Assunto  
Conteúdo:  

10001000101010101100110011001100110011001010000011000000111111111010000011000000111100001010000010100000100010001000100010101010
janeiro de 2012
blogsobre o bloglinksartigos 2007 a 2010fotoblogbudfale conosco