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quinta-feira, janeiro 12 2012 - 06:20
O Comissariado da UFF reprova os melhores das escolas públicas e privadas
Luis Paulo Vieira Braga
O tsunami ENEM-SISU continua provocando estragos, invadindo os lares das famílias, reduzindo a nada anos de estudos de jovens dedicados e competentes, enquanto ilude a outros com promessas de vida acadêmica fácil.
Não vou repetir os fatos já exaustivamente noticiados, envolvendo anulação de questões, erros de correção, etc, mas destacar o critério de corte aplicado na Universidade Federal Fluminense ao curso de medicina, que inviabilizou a entrada de qualquer candidato que não fosse beneficiado por ação afirmativa.
A nota 913,13 é impossível de ser alcançada mesmo que o aluno tire a nota máxima na redação e gabarite o ENEM. Já um aluno que tenha cursado o ensino médio no sistema público tem um bônus de 20% sobre a sua nota, fazendo com que um aluno que tenha obtido nota final 800 passe a 960.
Se o critério fosse voltado para discriminar o setor privado do público, já seria um absurdo. Mas o absurdo é ao quadrado. Do benefício estão excluídos alunos de colégios de aplicação e militares!!! Ou seja o curso de medicina da UFF não quer os melhores alunos.
As argumentações pró-cotas são uma legião, também não vou refutar uma a uma, mas apenas a mais definitiva dentre elas – cotistas têm bom desempenho – Ora, se fosse verdade, teriam bom desempenho nos exames e não precisariam de bônus ou reserva de vagas. Infelizmente, em geral, não é assim, a UFABC – universidade símbolo da ação afirmativa – tem mais de 50% de evasão. E para se falar de curso de medicina, procurem saber o que vem acontecendo no programa de residência da UERJ.
E a ABC, SBPC, UNE, UBES, ANDES, PROIFES e tantas outras entidades que deveriam defender os direitos dos estudantes, pois são o futuro, e além disso são sustentadas por nossas contribuições e impostos, nada dizem?
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