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observatório da universidade ANO VI
EN o quê?
sábado, novembro 19 2011 - 10:50

EN o quê?

Luis Paulo Vieira Braga

Mais um resultado de exame da família EN foi divulgado essa semana. Com muito alarde o Novo MEC (que insiste em manter o C) anunciou os resultados do ENADE, que é um dos componentes principais do Índice Geral de Cursos(IGC) e do Conceito Preliminar de Curso(CPC), a outra parcela significativa é a titulação dos docentes. A USP, a mais bem avaliada universidade brasileira dentro e fora do país, não participa por uma razão óbvia – o estudante é apenas obrigado a fazer as duas provas de avaliação, mas a nota não lhe prejudica nem o histórico, nem a emissão do diploma, consequentemente o envolvimento é mínimo. A titulação dos docentes também é um fator questionável – como esperar que instituições no interior do país tenham um corpo docente composto por mestres e doutores?!

A escala de 1 a 5 também é inadequada, pois há uma acumulação de instituições com notas 4 e 5 que são muito diferentes. Não dá para entender que uma instituição tenha obtido a nota máxima, se os seus estudantes ocupam regularmente uma das maiores vias da cidade, para protestar contra as péssimas condições de seus cursos... Assusta a quantidade de Faculdades e Institutos Superiores de Educação com os conceitos 1 e 2. Cumprem importante papel na interiorização do ensino superior, mas estão sem rumo e potência para levar essa missão a cabo.

A situação precária do ensino em todos os níveis no Brasil não é apenas resultado de dotações orçamentárias insuficientes, mas de uma gestão pública perdulária, anacrônica e ideológica. O MEC, novo ou velho, não pode ser ao mesmo tempo fiscalizador, regulador, fomentador e administrador. Essas funções precisam ser distribuídas por uma Agência Nacional de Educação, uma Fundação de Apoio à Educação (Pública e Privada) e o próprio ministério focado na administração das instituições de ensino (superior e básico) federais, sem prejuízo da proposta do Senador Cristovam que sugere a transferência das IFES para o Ministério da Ciência e Tecnologia.

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Clóvis
terça-feira, novembro 22 2011 - 11:19
Respondendo ao Sr. Jaime Balbino a respeito de cmentários sobre o artigo em pauta
Sr. Jaime Balbino. Quero informar que não defendi a ideia, que aliás não é errada para uma sociedade em construção como é a brasileira, de criação de 5 IFES de 1ª classe para receber o grosso do dinheiro para pesquisa e deixar as demais IFES voltadas apenas para a graduação. Em meu comentário ao texto de Luis Vieira sugeri como, como fazemos no OBSUNI, uma das alternativas de modelo para ser pensado a respeito da instituição Universidade no Brasil, talvez a escolha de criação de algumas IFES que seriam de 1ª classe, talvez 5 ou mais, instituições altamente seletivas que seriam dedicadas ao ensino e à pesquisa científica e tecnológica e ponta. Sugiro que se informe sobre a França que não possui mais que 5 Universidades de primeira classe e, não é uma sociedade em construção. Os franceses aprenderam. Sugiro que leia o livro de Laurent Schwartz intitulado Pour sauver l'Université, Paris: Editions du Seuil, 1983. Em verdade a sociedade brasileira precisa decidir se quer ou não um modelo de Universidade que seja capaz de inserir o Brasil na intensa competição internacional do mundo globalizado da Era do Conhecimento. Por exemplo, um modelo no qual existam cinco ou dez Universidades de primeira classe, com oferta de cursos de graduação e de pós-graduação stricto sensu, pesquisa científica e tecnológica de ponta, que sejam Universidades de classe internacional e, as demais sendo apenas Universidades de ensino, mas com oferta de cursos de graduação de excelente qualidade e com excelentes trabalhos de extensão. Obviamente que precisamos decidir sobre isso e agora. Essa não é uma visão elitizada, como disse o Sr. Aliás, a palavra elite é abominada pelos petistas fátuos. eles não a usam. Enquanto isso, enganam a parte humilde e não informada da sociedade que é a maioria. Os exemplos de escândalos pipocam semanalmente na mídia nacional. O Sr. infere de modo apressado, sem conhecer meu trabalho em prol da melhoria de qualidade do SNG, que pretendo ou sugiro que seja quebrado o trinômio ensino-pesquisa-extensão ao qual as IFES se dedicam. Não é verdade sua afirmação. Sugiro que leia meus textos sobre gestão de C & T e Ensino Superior para ter uma ideia de minha atuação. Como docente possuidor do mais alto grau acadêmico do país e obtido com louvor na melhor Universidade da nação, a USP, contibui e tenho contribuido ao lado de cientista ilustres como: Leopoldo Nachbin, Luis Adauto Medeiros, Elon Lages Lima, Candido Lima da Silva Dias, Adilson Gonçalves, Alberto Azevedo,Jayme Machado Cardoso, João Bosco Pitombeira, João Lucas Barabosa, Chaim Samuel Hönig, Jacob Palis, Manfredo P. do Carmo,Mauricio Matos Peixoto,Maria Laura Mouzinho Leite Lopes, dentre outros, para construir e consolidar a instituição Universidade brasileira, que percebo está sendo destruída por gestores petistas fátuos e incompetentes. Os Exemplos atuais: PROUNI, ENEM, REUNI. Este, como aquele, programas criados com fins eleitorais e de modo atabalhoado estão destruindo as IFES. Sugiro que leia a respeito do orçamento da UFRJ para 2012 que sofreu redução em função do REUNI. Sugiro também que leia as denúncias feitas por colegas da UNIR, para não citar outras IFES como por exemplo a UFPR. UTFPR, UNILA e UFFS. NÃO ME CONSIDERO SALVADOR DA PÁTRIA. Mas um membro da elite intelectual brasileira que obteve sua educação escolar superior nas melhores IFES do país com bolsas de estudos do CNPq e CAPES. Alguém que conhece e vive a academia,e não é filiado a nehum partido político e, que sabe separar o certo e o errado para a nação quando se trata de gestão de C & T e Ensino Superior. O gravíssimo problema do SNG não será resolvido via construção de 88 campi e 10 novas IFES. Sugiro que leia a respeito do problema atual sobre as IFES que foram criadas no Rio Grande do Sul. A solução do problema requer a participação de pessoas competentes e do "ramo". O grande problema Sr. Jaime é que pessoas patriotas, bem intencionadas e preparadas para reformar o SNG não trabalhariam para pessoas inescrupulosas e enganadoras da parte humilde, não culta, não informada da sociedade brasileira. Sr. Jaime que qualidade de pesquiss científica e tecnológica está sendo criada nas IFES descentralizadas? Sugiro que leia as publicaçõe internacionais a respeito do número de publicações científicas e tecnológicas produzidas nas IFES e nas IEES. Na UNIR os colegas têm que comrrar reagentes para uso em seus laboratórios.Sr. Jaime pergunhto o seguinte: Por que nosso país não tem um Laboratório de Energias Renováveis? Certamente que o Sr. tem noção do grave problema mundial atual sobre fornecimento de energia para os países. Para finalizar devo dizer a respeito do PROUNI que a Universidade nunca foi, nem nunca será uma instituição para todos como apregoam os gestores fátuos e aproveitadores da ignorância de grande parte da população brasileira. A Universidade é uma instituição para os talentosos, ricos e pobres. A instituição Universidade é responsável, desde sua origem no século XII na forma de studium generale, pela formação das elites intelectuais de uma nação. Aqueles que deverão estar aptos para dirigir os negócios do país. A busca de alunos talentosos deve ser feita na escola de ensino médio e, uma exclente ferramenta para tal são as Olimpiadas de Ciências.
Luis Paulo
segunda-feira, novembro 21 2011 - 05:11
comenta Baldino
Não se faz em nenhum ponto análises diferenciadas para IES públicas e particulares ou para cursos do interior e nos grandes centros urbanos. Por isso o ENADE, assim como nenhum outro modelo de avaliação institucional do MEC, possui viés compensatório. Mesmo porque o MEC considera que a nota não é absoluta e pode considerar outras questões específicas para definir convênios, bolsas e apoios a uma instituição. Qual a razão disso? Fomentar a qualificação dos cursos superiores em qualquer lugar do país e usar as faculdades como pólos para atrair "cabeças" e desenvolvimento local. É mais trabalhoso para uma faculdade nova localizada num "rincão" conseguir se estabelecer institucionalmente e ainda atrair desenvolvimento local? Com certeza. Mas é esse o desafio que o governo federal "terceiriza". ESCREVO EM MAIÚSCULAS PARA FACILITAR A LEITURA. CARO JAIME, MAS ESSE É O PROBLEMA, OU OS CRITÉRIOS SÃO RELATIVIZADOS OU O MEC DEVERIA TER ENTRADO COM PROGRAMAS DE QUALIFICAÇÃO, DE APOIO A INFRAESTRUTURA,ETC. A CONSEQUENCIA MAIS GRAVE É QUE ESSAS FACULDADES ESTÃO SENDO VENDIDAS PARA GRUPOS ESTRANGEIROS PROQUE NÃO TÊM CONDIÇÕES DE SE MANTER... Por fim, defender a descentralização das ações do MEC como solução para uma melhoria da educação nacional, como proposto pelo Luis Braga, não me parece solução. Um dos problemas é exatamente enxergar de forma integrada os diversos níveis do ensino formal e suas inter-relações. Esse trabalho o MEC atual tem conseguido fazer através de um plano estratégico claro, aberto (via Conferências de Educação e outros fóruns) e disponível facilmente no seu site. CONTINUO ESCREVENDO COM LETRAS MAIÚSCULAS. O MEC É UM HIEPR MINISTÉRIO QUE MISTURA FUNÇÕES INCOMPATÍVEIS.NÃO SE TRATA DE REDUZIR POR REDUZIR. POR QUE EXISTEM TRÊS PODERES SEPARADOS? POR QUE EXISTEM MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO E MINISTÉRIO DA FAZENDA? A INTEGRAÇÃO VEM DE UMA POLÍTICA DE GOVERNO COMO UM TODO. DE NADA ADIANTA O PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO SE O ORÇAMENTO APORVADO FOR INSUFICIENTE.
Jaime Balbino
segunda-feira, novembro 21 2011 - 04:04
Não será particionando o MEC que se resolve alguma coisa
discordo da opinião do Luis Braga. Uma característica do modelo de Ensino Superior brasileiro é que há isonomia em todas as etapas, desde a concessão da autorização para funcionamento e para abertura de cursos até as avaliações. Não se faz em nenhum ponto análises diferenciadas para IES públicas e particulares ou para cursos do interior e nos grandes centros urbanos. Por isso o ENADE, assim como nenhum outro modelo de avaliação institucional do MEC, possui viés compensatório. Mesmo porque o MEC considera que a nota não é absoluta e pode considerar outras questões específicas para definir convênios, bolsas e apoios a uma instituição. Qual a razão disso? Fomentar a qualificação dos cursos superiores em qualquer lugar do país e usar as faculdades como pólos para atrair "cabeças" e desenvolvimento local. É mais trabalhoso para uma faculdade nova localizada num "rincão" conseguir se estabelecer institucionalmente e ainda atrair desenvolvimento local? Com certeza. Mas é esse o desafio que o governo federal "terceiriza". Por fim, defender a descentralização das ações do MEC como solução para uma melhoria da educação nacional, como proposto pelo Luis Braga, não me parece solução. Um dos problemas é exatamente enxergar de forma integrada os diversos níveis do ensino formal e suas inter-relações. Esse trabalho o MEC atual tem conseguido fazer através de um plano estratégico claro, aberto (via Conferências de Educação e outros fóruns) e disponível facilmente no seu site. Acho que os problemas são outros e passam pela autonomia dos Estados e Municípios em definir e tocar livremente os currículos do Ensino Fundamental. Há pouca margem de manobra legal para o MEC enquadrar Estados e Municípios num visão estratégica nacional de desenvolvimento da educação.
Jaime Balbino
segunda-feira, novembro 21 2011 - 04:02
A ideia errada de elitizar o ensino superior
Clovis vem defender a ideia errada de se criar 5 centros "de excelência" para receber o grosso do dinheiro para pesquisa e deixar as demais universidades voltadas somente à graduação. Pior ainda é considerar que um cartel de acadêmicos com interesses limitados e mesquinhos tenha capacidade de fazer avançar a pesquisa e o ensino do Brasil. Ambas as ideias já foram testadas e chegamos aonde estamos. O problema dessa visão elitizada da educação e da pesquisa é que ela não leva em conta diversidade necessária para a inovação. Pior ainda, tal visão acha possível quebrar o trinômio ensino-pesquisa-extensão e ainda assim obter alguma coisa melhor com o isolamento desses três campos. É uma visão anacrônica que infelizmente persiste entre alguns acadêmicos "da antiga", que felizmente já estão se aposentando. Para o Brasil avançar e inovar não pode limitar os centros de pesquisas e concentrar a verba em alguns poucos "iluminados" que se consideram "Salvadores da Pátria". Estes déspotas o máximo que conseguem é retroalimentar o próprio ego e gastar milhões para produzir coisas de pouca ou nenhuma relevância. A descentralização da pesquisa e sua integração com o ensino e a extensão, por outro lado, diversifica temas e amplia a quantidade de "cérebros" matéria-prima necessária tanto para produzir inovação, quanto para simplesmente tocar ações locais em regiões interioranas, as mesmas que os acadêmicos cartelistas não gostam nem de visitar.
Luis Paulo
domingo, novembro 20 2011 - 10:15
Papel da iniciativa privada no ensino
Muito bom comentário. Mas não concordo com tudo. Já fui totalmente contrário ao PROUNI, hoje não penso mais assim, embora creia que as regras de contrapartida da instituição privada benefeciada pelo programa devam ser mais rigorosas. Assim como em outros setores da economia, o estado não pode, nem deve estar onipresente. No ensino superior o setor privado se antecipou em muito ao governo no papel de levar ao interior, ou à periferia com algum poder aquisitivo, o ensino superior. A continuidade dessa desasistência está levando as ies particulares a serem vendidas para grupos estrangeiros. Portanto, o lema da educação pública e gratuita é muito bonito para encehr comícios, mas vai deixar muita gente de fora da escola.
Clóvis
domingo, novembro 20 2011 - 09:02
E la nave va ... sem rumo
Caro Luis Vieira, O OBSUNI apresentou em julho de 2010 uma boa proposta par reforma do SBE. Para resolver o gravíssimo problema do SNG, salvo suborno e corrupção, há no documento a proposta de criação da CAGIES com a participação de pessoas do "ramo". Os políticos devem ser excluídos por motivos óbvios. No presente precisamos de um novo modelo para as IES. Um modelo razoável seria adotar como padrão: apenas cinco universidades de primeira classe (dedicadas ao ensino, pesquisa de ponta) e de classe internacional. As demais seriam apenas instituições de ensino, mas com oferta de cursos de graduação de excelente qualidade. É óbvio que não devemos ser ingênuos para esperar uma medida saneadora para o SNG por parte do PT. Eles pretendem manter o engodo do prgrama de expansão de vagas (bolsa esmola, kit cegonha etc.) para enganar a parte humilde e não informada da sociedade, que aliás é a maioria. Com respeito à proposta do Senador julgo que ele como um signatários do PROUNI não tem moral para propor nada com respeito ao SNG. Aliás, em nosso país é comum as administrações pretenderem resolver sérios problemas com a criação de uma Comissão ou apenas com mudança de nome, ou ainda com a transferência do problema de um Ministério para outro. E la nave va ... sem rumo.
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