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terça-feira, junho 29 2010 - 10:38
Uma lista de bondades que vai muito além do vestibular
Luis Paulo Vieira Braga
A discussão sobre cotas raciais na UFRJ não decolou, e ao que tudo indica terá muitas dificuldades de indicar algum tipo de prioridade baseado em questões raciais. A aprovação do Estatuto da Igualdade Racial sem a recomendação das cotas acadêmicas e a divulgação do relatório de aproveitamento discente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde se pratica a política de cotas, contribuíram para o esfriamento do debate. Ao invés de definir uma posição sobre a questão, a Reitoria e o Conselho Universitário divulgaram um conjunto de propostas denominado - PROPOSTA DE AÇÃO PROVISÓRIA PARA GARANTIR ACESSO E PERMANÊNCIA DE ALUNOS PROVENIENTES DE FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA - que contempla inicialmente candidatos provenientes de famílias com baixíssima renda, inferior a um salário mínimo per capita, e em seguida lista uma série de medidas destinadas a apoiar esses alunos ao longo do curso, como outras de caráter geral destinadas a diminuir os altos índices de evasão e retenção observados nos últimos anos.
Muitas das iniciativas que constam no documento são louváveis, a começar pela identificação da evasão que é muito elevada nas universidades públicas e privadas brasileiras e que temos denunciado nesse Blog. Outra medida há muito esperada e também reivindicada por nós é a implantação da rede sem fio no campus da universidade. As medidas propostas a partir do item III têm caráter geral e poderiam constar nos programas de educação dos candidatos às próximas eleições, pois extrapolam o presente orçamento.
No entanto duas questões, menos consensuais, precisam ser respondidas: a) Qual é a posição da UFRJ em relação às cotas raciais? b) Combate-se a pobreza com cotas econômicas?
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