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quarta-feira, junho 02 2010 - 11:28
Orçamento 2010, uma peça de ficção?
Luis Paulo Vieira Braga
O Orçamento da União para 2010 foi anunciado com toda a pompa e circunstância em agosto de 2009 pelo Ministro do Planejamento. Na ocasião destacou-se o orçamento para o Ministério da Educação como o maior de todos os tempos, conforme a planilha abaixo. Infelizmente, a realidade financeira impôs-se mais uma vez e a pretexto de controle da inflação, o Ministério da Educação teve uma redução orçamentária para 19.790 milhões de acordo com o Decreto de 30 maio de 2009, publicado em edição extra do DOU. Se somarmos a esse valor, o contingenciamento em março de cerca de 1 bilhão de reais de verbas do MEC, a redução chega a 2,34 bilhões.
Ainda não se tem notícia de quais programas do MEC serão afetados, mas pelas rubricas abaixo, seja aonde for o corte, os efeitos serão sentidos. Os assim chamados programas sociais do governo não serão afetados, mas fica a pergunta – Educação não é um programa social? Os profissionais que atuam na educação e o cidadão em geral podem se questionar quanto aos critérios de desembolso do governo federal, pródigos no aumento da máquina administrativa e avaros nos investimentos diretos nos setores básicos.
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Item |
PLOA 2010 (em milhões) |
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Ensino Superior |
3.098,4 |
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Educação Básica |
2.435,7 |
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Merenda Escolar |
2.137,0 |
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Dinheiro Direto na Escola |
1.402,3 |
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Bolsas CAPES |
1.390,5 |
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REUNI |
1.370,4 |
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Educação Profissional |
1.304,1 |
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Livro Didático |
982,9 |
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Educação de Jovens e Adultos |
615,6 |
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Hospitais de Ensino |
598,3 |
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Transporte Escolar |
570,0 |
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Demais |
5.163,6 |
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Total |
21.069,0 |
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