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observatório da universidade ANO VI
A Universidade Brasileira: fatos e desafios (IV)
quarta-feira, março 17 2010 - 09:25

A Universidade Brasileira: fatos e desafios (IV)

Corpo docente e discente

Luis Paulo Vieira Braga

A quarta parte do texto é dedicada ao corpo discente de graduação e docente exclusivamente das universidades. Ao final da série será organizado um debate, no dia 25 de Março, às 21 horas, com participação aberta ao público.

A evolução do corpo discente das universidades públicas e privadas nos anos 2003-2008 é dado pelo quadro abaixo (fonte:sinopse estatística do INEP)

pública

privada

ano

matrícula

ingresso

conclusão

matrícula

ingresso

conclusão

2003

985.465

269.424

144.739

1.290.816

523.807

183.361

2004

1.022.923

303.555

178.422

1.346.794

543.189

201.094

2005

1.042.818

279.728

173.395

1.426.962

557.939

235.575

2006

1.053.263

284.911

158.539

1.457.133

562.793

237.515

2007

1.082.684

285.019

168.212

1.561.503

613.837

248.056

2008

1.110.945

300.028

162.091

1.574.683

610.509

268.563

Nesse período houve um crescimento de 11% nos ingressos na universidade pública, e 17% na universidade privada. Em contrapartida o crescimento nas conclusões foi respectivamente de 12% e 46%.

Do ponto de vista do corpo docente o regime de trabalho distribui-se da seguinte forma entre as universidades públicas e privadas no período 2003-2008 (fonte:sinopse estatística do INEP)

ano

pública

privada

ti

tp

h

tot

ti

tp

h

tot

2003

66.170

15.041

4.448

85.659

14.212

18.201

40.630

73.043

2004

68.420

15.337

4.158

87.915

15.524

18.639

43.093

77.256

2005

71.309

16.766

4.151

92.226

19.034

20.559

36.150

75.743

2006

73.498

14.812

5.894

94.204

18.494

22.208

33.575

74.277

2007

79.651

17.337

5.253

102.421

20.832

19.796

35.259

75.887

2008

82.227

16.369

5.011

103.607

20.903

19.656

33.981

74.540

ti=tempo integral; tp=tempo parcial; h=horista; tot=total

O crescimento do corpo docente nas universidades públicas foi de 21% e nas universidades privadas de 2%, apesar disso o impacto no aumento de ingressos e concluintes de graduação presencial nas universidades públicas foi pequeno, talvez devido ao trabalho dedicado à pós-graduação, que nas universidades públicas tem uma dimensão muito maior. Do ponto de vista de regime de trabalho há uma evolução positiva nas universidades privadas, pois os postos de ti cresceram 47%, enquanto que os postos de horistas decresceram 16%. Nas universidades públicas os postos de horistas cresceram 13%. Os postos de tp nas públicas cresceram 9%, nas privadas cresceram 8%.

Em seguida apresentamos os quantitativos de docentes segundo seu grau de titulação: especialização, mestrado e doutorado. Não detalhamos o número de docentes graduados e não graduados, embora o seu papel seja relevante na formação de profissionais. Atualmente nas universidades públicas seria praticamente impossível admitir um docente com essas características, no entanto isso é discutível, pois podem haver profissionais atuando no mercado de trabalho que poderiam ter uma atuação relevante na universidade.

ano

pública

privada

esp.

mestr.

dout

tot*

esp.

mestr.

dout.

tot*

2003

13.630

25.077

34.686

85.659

20.663

28.941

11.224

73.043

2004

13.519

24.855

36.803

87.915

21.466

30.828

12.255

77.256

2005

14.328

25.980

39.576

92.226

20.775

30.790

13.185

75.743

2006

13.946

26.564

42.893

94.204

20.559

30.279

13.568

74.277

2007

13.946

28.244

47.550

102.421

21.440

30.958

14.014

75.887

2008

12.314

28.127

49.886

103.607

21.056

30.464

14.807

74.540

esp=especialização, mestr=mestrado, dout=doutorado,tot* = inclui os graduados e não graduados

Nas universidades públicas o aumento de mestres foi de 12%, enquanto que nas privadas foi de 5%. O aumento de doutores foi de 44% nas públicas, e de 32% nas particulares. O número de especialistas decresceu de 10% nas públicas e cresceu de 5% nas privadas. O que mostra a tendência pela contratação de doutores em ambas as categorias de universidades.

Por esse quadro apresentado vê-se que o setor público não teria condições de assumir o quantitativo de alunos do setor privado, por outro lado o setor privado não qualifica mestres e doutores o suficiente para suprir a sua demanda, dependendo do setor público para obter esses profissionais.

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