O paradoxo excludente das cotas sociais na UFRJ
Leandro Nogueira
Uma combinação envolvendo menoridade perceptiva acerca dos valores democráticos, renúncia do princípio da autonomia acadêmica - o que reduz a universidade pública ao papel de correia de transmissão político-partidária dos governos da hora - , além da surpreendente conformidade ao status quo que determina a composição das vagas para o ingresso no ensino superior público no pais, resultou na equivocada resolução do Conselho Universitário-Consuni, em 12 de agosto último, de consagrar a adoção de cotas claramente excludentes,
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Há vagas
Luis Paulo Vieira Braga
Após algumas votações apertadas o CONSUNI da UFRJ bateu o martelo sobre as regras de acesso de alunos para 2011. Todos os candidatos obviamente devem fazer o ENEM, entretanto, 40% das vagas exigirão que o candidato também faça o vestibular tradicional da UFRJ, enquanto que 60% das vagas ficarão disponíveis no SISU. Dessas, 20% serão reservadas para candidatos oriundos da rede municipal e estadual, excluindo-se os alunos dos colégios de aplicação. Propostas de cotas raciais e de maiores proporções para cotas sociais foram derrotadas.
Os efeitos das decisões
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Notas sobre fatos recentes do PET
Luiz Eduardo R. de Carvalho
Tutor do Grupo PET-Farmácia/Saúde Pública da UFRJ
(luizeduardo.email@yahoo.com.br)
1. No encerramento da SBPC, em Natal, o Auditório com mais de mil participantes pressionou o Ministro Haddad, para revogar as duas portarias contra o PET. Ele prontamente, muito simpático, convidou representantes do PET para uma reunião em seu Gabinete, na semana seguinte e esvaziou o protesto.
2. Na reunião em Brasília estavam 4 tutores, um representante discente, a Profa. Laura (PR-5 da UFRJ) e, me parece, a presidente
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Os últimos livros
(O Futuro do Livro segundo a FLIP)
Luis Paulo Vieira Braga
Nada mais relevante para um festival literário do que um debate sobre o livro, na FLIP houve dois, um sobre o passado e outro sobre o presente e o futuro. Ambos contaram com a relevante participação de Robert Darnton, diretor das bibliotecas da Universidade de Harvard, que teve a companhia de John Makinson, CEO da Penguin, no segundo. Mediados pela professora Cristiane Costa (UFRJ) os convidados trouxeram seus pontos de vista, mais acadêmico no caso de Darnton e mais corporativo no de Makinson.
Começando
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A INDISPENSÁVEL REFORMA DO SISTEMA BRASILEIRO DE ENSINO
Clóvis Pereira da Silva
APRESENTAÇÃO
A presente proposta foi elaborada com o intuito inicial de oferecer algumas reflexões que tornam imperativa a proposição de uma reforma do Sistema Brasileiro de Ensino - SBE, hoje, influenciado por modelos estrangeiros, distantes ou nem sempre condizentes com a realidade brasileira, que incorpora uma variedade incessante de culturas e modificações sociais e políticas.
No Mundo globalizado atual o que diferencia e diferenciará no futuro as relações entre os países, é e será o uso do conhecimento
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Autonomia Universitária ou das Fundações?
Luis Paulo Vieira Braga
No dia 19 de Julho último, o Presidente da República mais os Ministros do Planejamento, Educação e Ciência&Tecnologia anunciaram com toda a pompa e circunstância a tão esperada e nunca realizada regulamentação da autonomia universitária prevista no Art. 207º da Constituição. Os decretos e a medida provisória (que vai ser o objeto desse texto) fazem contraponto ao projeto de reforma universitária que, a despeito do falecimento anunciado pelo Ministro da Educação, avança a passos lentos, ladeado por centenas de
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Carreira Magirus
Luis Paulo Vieira Braga
O próximo ano pode começar com mais uma reestruturação da carreira docente nas Instituições Federais de Ensino Superior. O Ministério do Planejamento juntamente com o Ministério da Educação preparam um ante-projeto que poderá vingar em função do resultado das próximas eleições. Ao invés das 5 categorias atuais – auxiliar, assistente, adjunto, associado e titular – passaríamos a ter 6 categorias denominadas D1,D2,D3,D4,D5 e titular. Cada uma com 4 níveis. A D5 corresponderia a uma nova categoria entre o professor associado e o titular.
Trata-se de
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Quantos anos são muitos anos?
Luis Paulo Vieira Braga
Um jornal de grande circulação no Rio de Janeiro publicou reportagem de página inteira sobre as precárias condições da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ex-Universidade do Brasil. A reportagem não mente quando relaciona os problemas do Alojamento Universitário, do Hospital Clementino Fraga Filho, da falta de segurança, da expansão irracional do programa REUNI e até mesmo das limitações orçamentárias da Educação no Brasil. No entanto, não aprofunda as causas das enormes discrepâncias da jóia da coroa das universidades estatais
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Uma lista de bondades que vai muito além do vestibular
Luis Paulo Vieira Braga
A discussão sobre cotas raciais na UFRJ não decolou, e ao que tudo indica terá muitas dificuldades de indicar algum tipo de prioridade baseado em questões raciais. A aprovação do Estatuto da Igualdade Racial sem a recomendação das cotas acadêmicas e a divulgação do relatório de aproveitamento discente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde se pratica a política de cotas, contribuíram para o esfriamento do debate. Ao invés de definir uma posição sobre a questão, a Reitoria e o Conselho
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O Hospital Universitário é nosso!
Luis Paulo Vieira Braga
A Reitoria e o Conselho Universitário da UFRJ passaram um ano discutindo como seriam os próximos vinte anos – O Plano Diretor da UFRJ. Enquanto isso, um faraônico complexo da quarta maior empresa de energia do mundo é erguido em seu campus, sem que se saiba exatamente a contrapartida de tal empreendimento para a universidade, retratado em escala bem menor nas ilustrações do Plano Diretor.
Nas últimas semanas, as instâncias superiores da universidade, com apoio de algumas entidades representativas, lançaram uma campanha pela
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