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observatório da universidade ANO IV
Azevedo vai à forra
segunda-feira, outubro 12 2009 - 05:09

Dando início a uma série de postagens de textos e vídeos sobre Educação a Distância (EAD) o Observatório da Universidade apresenta um relato resumido da abertura do 15o Congresso Internacional de Educação a Distância

Azevedo vai à forra

Luis Paulo Vieira Braga

Embalado pelos acordes da Orquestra Eleazar de Carvalho, iniciou-se o 15o Congresso Internacional de Educação a Distância, no Centro de Convenções do Hotel Praia Centro, em Fortaleza. Os mais de 1200 inscritos, além de dirigentes estaduais do PSB, municipais do PT e representantes do Ministro Haddad ouviram a aula magna proferida por ninguém menos que José Carlos Azevedo, ex-reitor da UnB, nos anos de chumbo do regime militar. Iniciativa de Fredric Lito, presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), que com o convite buscou resgatar, com o depoimento do convidado, a história de uma malograda tentativa de implantação do ensino a distância no Brasil, ainda nos anos setenta. Mas não foram os estudantes e professores rebelados, de então, os responsáveis. O fogo amigo partiu do próprio MEC, na gestão de Eduardo Portela e depois de Esther Figueiredo e a pá de cal foi posta pelo reitor que sucedeu Azevedo – Cristovam Buarque.

Além da própria experiência, o ex-reitor citou também o arquivamento de um outro projeto, do INPE, denominado projeto SACI que era difundido via satélite. Enquanto que no mundo, segundo o professor Azevedo, outros países avançaram em seus projetos de EAD, o governo do Brasil só teria despertado para a importância desta modalidade no governo Lula.

Em outro momento da abertura, o Secretário de Ensino a Distância do MEC,  classificou como exceções as reações da Prefeitura de São  Paulo e dos Conselhos Federais de Biologia e Enfermagem que vêm se recusando a aceitar profissionais formados em cursos a distância. Segundo ele, caso não haja recuo por parte destes órgãos, o MEC vai entrar na justiça contra eles.

Outro participante da mesa de abertura fez denúncias contra a discriminação de cursos a distância, o presidente da Associação de Estudantes de Educação a Distância  relatou a recusa da UNE em emitir carteiras para estudantes nesta modalidade.

 Mas se, por um lado, os governos federal, estadual e municipal parecem, desta vez, estarem acertando o passo no rumo da educação de massa via EAD, por outro, o modelo centralizado de produção de courseware, baseado em Learning Management System (LMS), como é o caso do MOODLE e BLACKBOARD, começa a apresentar problemas tanto com os docentes (cuja maioria não participa da geração do conteúdo e se sente marginalizada), como com os alunos que continuam se sentindo muito passivos e pouco motivados.  A solução para alguns, seria partir para o uso de objetos de aprendizagem da WEB 2.0, de natureza interativa, consagrando o trabalho cooperativo entre todas as partes envolvidas.

Portanto a EAD, que ainda resisto em classificar como educação, pode sofrer novos percalços, desta vez, pelo excesso de adesão das autoridades constituídas.

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Israel P. G.
domingo, dezembro 13 2009 - 05:38
EAD (o caminho sem volta)
Caro Luiz Eduardo, eu sei que você tem que defender o que voce acredita; mais uma coisa te digo: Quem não aceitar a educação a distancia vai ficar no Museu. As nossas mentes é como se fosse um paraquedas, so funciona se estiver aberta. Eu tambem penso que você esta com informação atrazada, a eleição por meio da internet ja é coisa real. Portanto você ja pode sim, fazer sua eleição via internet, pois, na proxima eleição brasileira teremos ja, votação pela internete para deputados federal e estadual e senadores. Imagina para presidente da une que não tem tanta importancia assim. Acorda meu amigo, sai da ibernação. Israelgom@hotmail.com
Luiz Eduardo
sexta-feira, outubro 02 2009 - 08:14
EAD by UNE
Claro que a UNE não pode tolerar EAD. Aceitar esse conceito, de EAD, implicaria em aceitar que eleições para presidente da UNE pudessem ser também feitas à distância, por internet, pelo correio ou... pelo menos, com urnas à distância, capilarizadas por todas as universidades, com voto universal... de todos os universitários. A UNE VENDE CARTEIRINHAS. Mas quem paga pelas carteirinhas... nem esses... têm direito de votar.
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