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observatório da universidade ANO IV
O vento da liberdade sopra
segunda-feira, setembro 07 2009 - 10:48

O vento da liberdade sopra (II)

Luis Paulo Vieira Braga

A exemplo de muitas universidades norte-americanas, a Universidade de Stanford, fundada em 1891, foi iniciativa da classe abastada, no caso a família Stanford, proprietária de ferrovias, dentre elas, aquela que ligava São Francisco a Nova York. Coerentemente com o pensamento liberal clássico, as universidades norte-americanas têm sido fator fundamental para a geração de empreendimentos e riqueza para a economia dos EUA. No Brasil a universidade chegou tardiamente, principalmente, como iniciativa do estado. Os grandes proprietários de terras ou de indústrias não avaliaram corretamente o potencial da instituição universitária. As exceções à regra foram e são tímidas – doação de livros, apoio a uma disciplina, e outras iniciativas pontuais. Ironicamente a única iniciativa de peso que se tem notícia vem da família Ermírio de Morais que doou um prédio para a Escola de Minas de Colorado nos EUA... O empresariado brasileiro, apesar de contabilizar milionários no ranking mundial, quando se voltou para a universidade foi para fazer dela um empreendimento lucrativo, tímido, tanto nas suas propostas pedagógicas, como de investigação científica. Coube ao estado brasileiro, de natureza conservadora e burocrática, e à igreja, a tarefa de implantar a universidade no Brasil.

Apesar de seguir alguns padrões, o projeto da universidade de Stanford inovou em muitos aspectos, dentre eles o arquitetônico. Ao invés de impor um traçado anglo-saxônico, típico em tantas universidades dos EUA e Canadá, incorporou a cultura hispânica e a vegetação local ao projeto de um dos mais belos campi do mundo. Tendo se expandido mais horizontalmente, do que verticalmente, com a possível exceção da torre Hoover, o campus em nenhum momento do dia, ou da noite, oprime seus usuários com a escuridão de largas sombras ou silhuetas. Ao prever residências no interior do campus para a grande maioria de seus usuários, a universidade de Stanford resolveu dois problemas ao mesmo tempo – transporte e moradia. No Brasil a maioria das universidades federais foi construída em áreas distantes, alocando-se suas unidades acadêmicas em longos e opressivos blocos. Sem prover transporte coletivo eficiente, por um lado, nem residências para professores, alunos e funcionários, por outro, as cidades universitárias brasileiras tornam-se cidades fantasmas ao cair da noite.

Esporte e arte são partes integrantes da formação do aluno de Stanford. Suas equipes participam de torneios nacionais e internacionais com grande destaque. Já a arte propaga-se pelo campus, nos inúmeros eventos promovidos ao longo do ano, ou nas esculturas de grandes artistas, expostas permanentemente em diversos pontos do campus. O esporte no Brasil passou ao largo dos campi universitários, com exceção de uma ou outra universidade, a prática de esportes sempre ficou relegada a um plano secundário, e até mesmo desprezada  diante da "nobreza" da atividade intelectual. Da mesma forma, a arte, ficou circunscrita às unidades acadêmicas que formam recursos humanos para este setor.

A flexibilidade arquitetônica caminha de mãos dadas com a agilidade acadêmica, uma unidade dedicada a estudos internacionais funciona em um prédio que foi da escola de engenharia. Prédios novos doados por Bill Gates e David Packard abrigam respectivamente os Departamentos de Computação e Engenharia Elétrica. Os materiais atuais facilitam a construção de prédios flexíveis, aonde a estrutura não inibe remanejamentos internos. Um exemplo interessante desta opção é o prédio da UNIP na Rodovia Presidente Dutra na altura de São José dos Campos. Estarão os projetos de obras civis do REUNI levando isto em consideração ?

Max Weber em seu memorável ensaio – A ética protestante e o espírito do capitalismo – demonstrou a sinergia entre religião e economia nos países capitalistas da época. Embora laica, a Universidade de Stanford inclui em seu campus uma igreja presbiteriana que acolhe também, sob permissão, outros cultos. O capitalismo no Brasil teve um desenvolvimento bem diferente daquele praticado nos países desenvolvidos e a religião, predominantemente católica, exerceu um papel mais subjetivo e familiar, envolvendo-se menos ativamente em questões econômicas, e cindindo-se nas questões políticas entre o clero conservador e aquele progressista.

No próximo artigo falaremos sobre como a Universidade de Stanford vem resolvendo as questões de acesso, gratuidade, cotas, e regime docente.

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Luiz Eduardo
segunda-feira, setembro 07 2009 - 08:11
transgredir a gramática é subversivo (e eu vou, por que não ?)
O Lula, por exemplo, fala propositalmente errado, e todo mundo acha lindo. Eu, como todos carente de aceitação, ando imitando, e cada dia falo e escrevo com mais e mais erros. Mas preservo uma diferença em relação ao Lula: tudo que eu falo e escrevo... eu CUMPRO. E não elogio o Collor, nem ando com Renan e Sarney. Aliás, tampouco com gente do PROIFES.
jonatas peixoto-naval
segunda-feira, setembro 07 2009 - 07:42
ventos
"o vento leva quem ajusta sua vela na posição correta" (Victor Muanis)
Leandro Nogueira
segunda-feira, setembro 07 2009 - 05:51
Língua portuguesa e comunicação II
A Prof° Lutgarde Oliveira C. Barros, em que pese a sua notável trajetória acadêmica como professora e pesquisadora, além de íntegra e crítica militante do ANDE-SN, incorreu em lamentável equívoco ao tomar por "maucaratismo" a atitude do Prof. Luís Paulo V. Braga, na medida em que julga apressadamente os escritos do referido autor sobre Stanford, como apologéticos ao ensino superior privado e detratores da universidade pública brasileira. Ainda que eu até concorde com a existência de alguns poucos erros de concordância no texto em questão, o fato é que estes em nada obscurecem o sentido maior de seu conteúdo, além do mesmo não se tratar de um artigo produzido por um veículo de comunicação sindical, cabendo ainda considerar, que na série de escritos sobre a Universidade de Stanford, o Prof. Luís Paulo V. Braga oferece-nos uma instigante crônica sobre a sua estadia naquela conceituada universidade americana, com significativo viés acadêmico para reflexões que se prestem sobretudo ao fortalecimento e jamais ao enfraquecimento da universidade pública brasileira. Este, aliás, tem sido o principal escopo do Observatório da Universidade, veículo autônomo que foi fundado justamente pelo autor da série sobre Stanford. No mais, esses escritos me trazem a lembrança das cartas de Monteiro Lobato para Anísio Teixeira, nas quais o primeiro relatava para o segundo as impressões sobre os anos de sua estadia nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que tecia comparações com o modus vivendi de São Paulo e Rio de Janeiro. Como todos sabemos, o autor da famosa frase, "um país se faz com homens e livros", permanece como um dos nossos maiores exemplos de brasilidade.
Adolfo Neto
segunda-feira, setembro 07 2009 - 02:36
Correção da língua portuguesa
Sobre a correção da língua portuguesa, também nunca encontrei nada grave por aqui. O blog do Silvio Meira, um dos mais lidos do país, está sempre sendo criticado por isso... E ele nem liga... Por que esta preocupação tão grande? Textos em blogs não foram feitos para durar. Quem achar um erro aponte-o ao autor (em particular) para que ele corrija. Não fique criticando publicamente, apenas para aparecer...
Adolfo Neto
segunda-feira, setembro 07 2009 - 02:32
Andes, Proifes, e prédios flexíveis
Acompanho este blog regularmente e, apesar das críticas já feitas ao PROIFES, discordo completamente que este blog seja um veículo do ANDES. E por que seria se o ANDES tem um bom site, assim como o PROIFES? Gostei da observação: "Os materiais atuais facilitam a construção de prédios flexíveis, aonde a estrutura não inibe remanejamentos internos." Espero que algum administrador universitário leia isso, pois a falta de flexibilidade realmente causa muitos transtornos.
Luis Paulo Vieira Braga
domingo, setembro 06 2009 - 08:20
Língua portuguesa e comunicação
O comentário replicado em três vias da professora Luitgarte tem tantos erros de interpretação que nem parece feito por uma pessoa lúcida. A começar pela vinculação do BLOG a um sindicato. Se tivesse se dado ao trabalho de ler o conteúdo do link - Quem Somos - teria percebido que o Blog não é vinculado a nenhum sindicato. Quanto à acusação de que o texto é contra a universidade pública por tecer críticas às suas falhas (segundo o autor) só revela o quanto impermeável ao debate é a professora. Ora, no texto critica-se tanto o projeto da universidade estatal no Brasil, como o da universidade particular. Antes de repetir 3 vezes o mal educado comentário, a professora deveria praticar a leitura de texto.
Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros
domingo, setembro 06 2009 - 09:44
Língua portuguesa e comunicação
Os textos de um veículo de comunicação de um órgão sindical universitário devem mostrar, além do conhecimento dos conteúdos veiculados,o que se demonstra neste artigo, correção da língua portuguesa. Infelizmente este texto tem tantos erros de concordância que não parece escrito por professor universitário, o que reforça o "maucaratismo" de quem combate o ensino público, sempre o melhor do país. Seria importante que o ANDES contratase profissional de letras para corrigir todos os textos antes de serem enviados ao público. Esta é uma tentativa de colaboração com o sindicato mais representaivo de seus membros, todos de formação intelectual completa. Atenciosamente, Luitgarde
Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros
domingo, setembro 06 2009 - 09:44
Língua portuguesa e comunicação
Os textos de um veículo de comunicação de um órgão sindical universitário devem mostrar, além do conhecimento dos conteúdos veiculados,o que se demonstra neste artigo, correção da língua portuguesa. Infelizmente este texto tem tantos erros de concordância que não parece escrito por professor universitário, o que reforça o "maucaratismo" de quem combate o ensino público, sempre o melhor do país. Seria importante que o ANDES contratase profissional de letras para corrigir todos os textos antes de serem enviados ao público. Esta é uma tentativa de colaboração com o sindicato mais representaivo de seus membros, todos de formação intelectual completa. Atenciosamente, Luitgarde
Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros
domingo, setembro 06 2009 - 09:44
Língua portuguesa e comunicação
Os textos de um veículo de comunicação de um órgão sindical universitário devem mostrar, além do conhecimento dos conteúdos veiculados,o que se demonstra neste artigo, correção da língua portuguesa. Infelizmente este texto tem tantos erros de concordância que não parece escrito por professor universitário, o que reforça o "maucaratismo" de quem combate o ensino público, sempre o melhor do país. Seria importante que o ANDES contratase profissional de letras para corrigir todos os textos antes de serem enviados ao público. Esta é uma tentativa de colaboração com o sindicato mais representaivo de seus membros, todos de formação intelectual completa. Atenciosamente, Luitgarde
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