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observatório da universidade ANO IV
78 RPM - A Revolução Universitária Venezuelana
quarta-feira, abril 29 2009 - 11:35

78 RPM (1)– A REVOLUÇÃO UNIVERSITÁRIA VENEZUELANA*

Coexistem atualmente na Venezuela instituições universitárias bem diversas: a tradicional Universidade Central da Venezuela (UCV) - fundada em 1721 e até há pouco tempo a maior universidade venezuelana; a Universidade Católica André Bello voltada para a educação religiosa de jesuítas de todo o mundo; a Universidade Simon Bolivar (USB) orientada para a pesquisa e de fama internacional; a Universidade Bolivariana da Venezuela (UBV), criada em 2003; e a Universidade Experimental das Forças Armadas (UNEFA), criada em 1999.

São exatamente as duas últimas instituições que constituem os pilares da revolução bolivariana na educação superior. Após tentar derrubar a autonomia universitária, sem sucesso, a estratégia governamental voltou-se para a criação de universidades moldadas com a finalidade de promover a formação de profissionais imbuídos dos ideais revolucionários, necessários à transformação do país. Ambas as instituições funcionam em instalações que eram da PDVSA, a estatal venezuelana de petróleo (Alô CENPES Fundão ! Cuidado com a UFRJ). A UNEFA foi criada a partir de um tradicional instituto politécnico militar que de 2.500 alunos passou a mais de 200.000 e em 2006 o acesso foi isento de vestibular. A UBV disseminou-se em campi por todo o país e tem a meta de atingir 1 milhão de alunos. Em Caracas oferece 10 cursos de graduação, dentre eles: comunicação social, gestão ambiental e gestão do desenvolvimento local. A expansão destas instituições vem sendo custeada com os dividendos da venda de petróleo, e às expensas, segundo alguns, do congelamento do orçamento destinado à UCV e à USB que também são universidades públicas.

O governo venezuelano não esconde suas intenções de reformular todo o sistema educacional do país, de forma a integrá-lo à ideologia bolivariana, que pretende ser a aplicação dos ideais comunistas à realidade da Venezuela e quiçá da América Latina. A improvisação e o primarismo que vem permeando estas iniciativas, ameaçam repetir como farsa a tragédia da Revolução Cultural Chinesa que mergulhou a China em décadas de atraso científico e cultural. Os dirigentes venezuelanos aspiram realizar muitas revoluções por minuto, porém o fazem tocando velhas músicas.

(1) http://www.archive.org/details/78rpm

* Luis Paulo Vieira Braga

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Luiz Eduardo
quinta-feira, abril 30 2009 - 10:05
universidades bolivarianas
O próximo passo poderá ser cotas, no serviço público... para os graduados nas universidades bolivarianas.
Luiz Eduardo
quinta-feira, abril 30 2009 - 10:02
CENPES
O CENPES pode ficar tranquilo. Estamos de olho apenas naqueles estacionamentos seguros. Onibus de luxo não faltará para os funcionários de lá. Seremos todos felizes.
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