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observatório da universidade ANO VI
IMPROVISOS LABORATORIAIS
quarta-feira, outubro 29 2008 - 02:17

IMPROVISOS LABORATORIAIS

Abraham Zakon,

Escola de Química, Centro de Tecnologia

Tomados de surpresa, os gestores e vários consumidores do Bar e Restaurante Centro Universitário localizado nos fundos do Bloco E do Centro de Tecnologia da UFRJ souberam que a PR3 exigiu, em outubro de 2008, a desocupação daquele espaço em 30 (dias) para utilizar a área como um novo Laboratório de Engenharia de Alimentos da Escola de Química.

Durante mais de 20 anos, cerca de 300 (trezentos) usuários se alimentaram diariamente naquele excelente restaurante. Alguns reitores e pró-reitores, diretores da Escola de Química, docentes titulares, adjuntos, assistentes, visitantes, além de funcionários e alunos foram ou continuam sendo seus clientes. As suas instalações foram progressivamente melhorando ao longo dos anos , por investimento dos seus responsáveis, e, atualmente, o local, modesto e acolhedor, possui ar condicionado para conforto das centenas de consumidores.

A PR3 considera que "a atividade fim da Notificante não se pode subordinar ao interesse de um particular. Portanto, o que se pretende é a observância do atendimento do interesse acadêmico, logo do Interesse Público". O Bar e Restaurante Centro Universitário atende pessoas de todas as unidades acadêmicas do Centro de Tecnologia, além de visitantes.

A qualidade da comida preparada de modo caseiro sempre foi o melhor referencial das centenas de professores, funcionários e alunos que se somava à praticidade do local, que era ponto de encontro para refeições e conversas diárias. É inequívoco que ocorre um atendimento do interesse acadêmico mesmo que para algumas centenas de pessoas. Mesmo que novos restaurantes universitários administrados pela Reitoria sejam criados em edificações apropriadas, é oportuno lembrar que o número de alunos da graduação e da pós-graduação cresceu exponencialmente em nossa área e que a demanda será sempre crescente.

Desde 1974, sabemos que o Bloco E da Escola de Química, assim como seus blocos vizinhos, foram projetados para suportar, no mínimo, um andar superior. Além disso, sabe-se que os laboratórios do Departamento de Engenharia Bioquímica foram construídos em espaços que seriam dedicados a conjuntos de gabinetes e salas de aulas. Recentemente, alguns foram reformados e readequados e os resultados foram satisfatórios, porque já havia experiência de ocupação do local.

Antes dessa última intenção de improviso laboratorial, o Departamento de Engenharia Bioquímica construiu dois laboratórios, no final da década de 70, substituindo os banheiros do corredor térreo do Bloco E, um dos quais foi utilizado para a área de "Tecnologia de Alimentos". Meses mais tarde, estavam instalados um fogão de cozinha, aquecido por botijão de gás GLP, e uma geladeira. Numa madrugada, o gás do botijão escapou, acumulou-se e alguma faísca gerada, provavelmente, pelo motor do refrigerado produziu uma explosão que derrubou a parede do laboratório. Até hoje, muitos estudantes sentem a falta dos banheiros do corredor térreo da Escola de Química, pois diversas vezes os banheiros do segundo andar são fechados por questões de falta eventual de água ou para limpeza ou manutenção. Eles tem de procurar outros blocos quando estão necessitados, o que ainda é desesperador ou desumano.

O incêndio ocorrido há vários anos no LADEQ, gerou a formação de uma comissão presidida pela atual Pró-Reitora de Graduação, que elaborou um projeto de sua reconstrução. E corrigiu-se parte do problema da construção de novos laboratórios, em espaços anteriormente vazios, e garantiu-se a existência de banheiros para docentes, funcionários e alunos, antes inexistentes.

Aliás, a falta de água nos diversos blocos do CT poderia ser corrigida com a instalação de caixas de água de 500 litros em cada conjunto de salas de docentes e setores administrativos, além dos atuais laboratórios. Enquanto isso não ocorre, discute-se a inoperância ou insuficiência de cisternas no amplo conjunto de edifícios do Centro de Tecnologia e a futura instalação de torres contendo reservatórios suspensos entre os blocos.

A criação do curso de Engenharia de Alimentos foi decidida, proposta e aprovada em dois meses. Aparentemente, pretende-se, num período similar, construir um laboratório para algumas dezenas de estudantes no lugar de um restaurante que atende a centenas de pessoas.

A Escola de Química ocupa seus espaços no Bloco E do CT desde 1973 e tem sido necessárias as reformas e expansões das suas edificações. No entanto, a ocupação atropelada de espaços deve ser evitada.

Segundo o Boletim Olhar Virtual no 226, "uma das propostas do novo Plano Diretor UFRJ 2020 é a expansão vertical do gabarito do Centro de Ciências da Saúde (CCS), que atualmente possui dois andares. Pelas concepções gerais do Plano, ele passará a ter, no mínimo, quatro pavimentos. A ampliação vertical é uma estratégia para melhor aproveitar os espaços da Cidade Universitária".

Faltam gabinetes e laboratórios adequados de ensino, pesquisa e consultoria para docentes, funcionários e alunos de vários departamentos da Escola de Química. O espaço da Biblioteca foi reformado, mas é pequeno, pois sempre demandaremos mais estantes com livros novos (além dos antigos insubstituíveis) para consulta e orientação aos alunos. Precisamos de novas salas de aulas para o ensino, inclusive com recursos computacionais.

Conclusão: ao invés de se substituir, apressadamente, um restaurante, é conveniente projetar uma expansão discutida e fundamentada que atenda a toda a comunidade em diversos níveis de ocupação de espaços, pois toda a UFRJ ganhará com tal postura.

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webmaster
segunda-feira, novembro 10 2008 - 12:27
retirada de comentários
Por decisão da Comissão Editorial do BLOG foi retirada a mensagem enviada por Diego, por ser considerada demasiadamente ofensiva ao restaurante a ao professor citado nela. Em conseqüência a mensagem seguinte enviada como resposta, também foi retirada.
Jorge
segunda-feira, novembro 03 2008 - 05:36
Restaurante
E certo que os alunos foram convidados para uma Escola que não tinha condição de recebe-los, para tirar o local onde muitos outros alunos podem almoça parece ser outra falta de atenção, isso é o fim. Cade o diretorio de todos as escolas deste Centro, será que não ve que poucos não podem prejudicar muitos... ou será que não existe mais pessoas com visão nestes locais... troca-se algo somente num lugar então,porque não trocar todos os locais onde existe restaurante ocupando espaço academico para uso comercial, ou os outros locais são uteis e não precisão de lugares...bem todos devem analisar o que esta acontecendo aqui no CT, pois cada um faz o que quer e não se preocupa com o todo...
Fábio Martins
sábado, novembro 01 2008 - 11:47
Plano de expansão e equívocos
Podem discutirem quaisquer planos de expansão para que todos sejam beneficiados. Porém, ninguém acredita em papai noel ou coelhinho da páscoa ao ponto, para acreditarem que tais projetos sairiam do papel em cuto tempo. Esta demora, certamente, prejudicaria o andamento e integridade do curso de graduação. O importante é não prejucar a formação acadêmica de alunos, e daqueles que estudarão e escolherão tal curso, com a convicção que a Universidade proporcionará ensino de qualidade, incluindo infraestrutura adequada. A meu ver, ao querer manter um restaurante somente para fins de almoço, em detrimento a formação acadêmica de alunos, é quase criminoso. Então, coloco novamente meu apoio a decisão da PR3.
Fatima
sexta-feira, outubro 31 2008 - 02:38
fatoquinha@gmail.com.br
Deixo aqui o meu protesto, quanto a desocupação do restaurante, ele é composto de pessoas humanas e não tenho nada que desabone a conduta do atendimento a nós prestados. Pensem, quantas pessoas ficarão desempregados. Espero que a conciência dos que tem poderes para impedir que o faça. Fatima - CT
Carlos Gomes
sexta-feira, outubro 31 2008 - 11:46
Restaurante e exagero
O referido restaurante não tem nada do que foi citado no texto acima. Parece até que estão falando sobre o Burguesão ou KiloWatts, encontrado nos fundos do bloco H.Estes realmente receberem investimentos em instalações para seus clientes, pois não é notório o tal "investimento" citado pelo texto acima no restaurante dos fundos do bloco E. Eu mesmo já deixei de comer por lá, pois para mim, este estabelecimento possui um aspecto de pouca higiene, inclusive já vi baratas circulando em algumas ocasiões embaixo das mesas.Vejo muitos alunos e funcionários preferindo comprar quentinhas do que comer neste restaurante, apesar de barato. Fora que ele deve atender uma parcela mínima do corpo social do CT, pois enquato os traillers e outros restaurantes estão amarrotados de pessoas, vejo o restaurante do bloco E sempre com poucas pessoas.
sc.tenorio@hotmail.com
sexta-feira, outubro 31 2008 - 11:20
Restaurante
Gostei muito da alimentação oferecida no restaurante e tb do atendimento , deixo meu protesto quanto a retirada do restaurante localizado nos fundos do bloco E do Centro de Tecnologia da UFRJ. Isso é o fim !!Nossa qd a gente imagina que temos um ambiente familiar pra fazermos nossas refeições inventam essas barbaridades!
Fábio Martins
quinta-feira, outubro 30 2008 - 11:50
Sobre Restaurante
Concordo com os presentes sobre a necessidade de projetos que visem a regularização dos espaços do CT. Também concordo sobre a importância em priorizar a eduação.Soube de conhecidos sobre esta discussão em relação a desocupação do restaurante, e é visível o apoio do corpo discente da eng de alimentos, pois são os mais interessados. Não vi manifestação por parte dos alunos da EQ, visto que a grande maioria destes não utilizam estas instalações para almoço, isto inclui também o corpo docente. A meu ver, não aprofundando muito esta discussão, achei meio exagerado a alegação do prof Zakon em chamar de "Excelente" a comida produzida por este estabelecimento, certamente foi uma afirmação bastante subjetiva da parte do prezado professor, e que não é compactuada por outros. Creio que não podemos viver do passado, e sim , para o futuro. Se um curso de graduação precisa de espaço para seu desenvolvimento, sem infringir as normas estabelecidas pela instituição, acredito que seja válido a desocupação.
Gustavo Jorge
quinta-feira, outubro 30 2008 - 09:03
Resposta sobre "A questão"
Prezada Maria. Realmente não é necessário grande atenção para notarmos os problemas citados. Observamos uma verdadeira despariedade nos Institutos, onde podemos ver de forma clara a riquesa e a probreza,ou seja, onde é injetado recursos governamentais e/ou privamos, e onde somente entra os mínimos recursos do governo. O curso de eng de alimentos possui um bom suporte dos docentes e algumas instalações da Pos Graduação em Ciência de Alimentos do Instituto de Química e da Faculdade de Nutrição, além do suporte da engenharia da própria Escola de Química. O espaço deste restaurante pertence a Escola de Química, como o espaço atualmente ocupado pelo Diretório Acadêmico. Estes espaços são cedidos pela EQ e Decania sem cobranças ou taxas. Eu, como aluno, apesar da problemática em relação a alimentação, não posso tomar uma atitudo em deixar passar as oportunidades, pois este espaço será bastante valioso para os alunos, e resolverá em grande parte o problema da falta de infraestrutura na EQ. Infelizmente, haverá sempre a luta por determionados interesses. Seria ótimo se estes interesses pudessem convergir a um denominador comum, mas se tratando da conjuntura atual, aparenta quase uma utopia em tentar conciliá-los.
Maria Aparecida da Silva - Letras UFRJ
quinta-feira, outubro 30 2008 - 08:32
A questão
Se a instituição abre um curso oferecendo um número considerável de vagas, já com a previsão de que este curso irá se expandir geometricamente a curto prazo, deveria então possuir, antes de mais nada, a infra-estrutura necessária para garantir seu funcionamento em todos os níveis, teóricos e práticos. A questão é, Gustavo Jorge, como sempre, a ausência dessa infra-estrutura na base dos projetos. Constróem-se prédios, mas o plano operacional só vigora muito tempo depois. Faltam recursos básicos nas salas de aula; faltam equipamentos de suporte didático adequados; faltam técnicos para manutenção desses equipamentos; faltam salas de permanência com condições de trabalho; falta lanchonete e/ou restaurante; faltam instalações sanitárias apropriadas, etc. Sou testemunha desse atropelamento na Letras, que só não foi pior porque levamos boa parte dos cacarecos sobrantes do prédio da Avenida Chile. O problema não é a expansão em si, é a forma como ela costuma ser feita, despindo um santo pra vestir outro. Levamos anos sem ter uma lanchonete em nossa faculdade. Fazendo Doutorado e com 14/16 horas de aula por semana, muitas vezes desisti de almoçar no 'Burguesão" e fiquei sem almoço, porque alguns clientes do CT tinham prioridade, entravam na frente dos demais e permaneciam lá dentro conversando, sem entender que havia gente do lado de fora aguardando a vez. O item alimentação é fundamental e não será resolvido com um bandejão aqui e outro acolá, ainda de difícil acesso para muitos. Além disso, com horário apertado a cumprir, é inviável ficar de pé numa fila de bandejão aguardando a vez pra engolir a comida e sair correndo. Deveríamos contar com boas opções de restaurantes e lanchonetes em nossas próprias unidades e com um intervalo condizente para alimentação e descanso. Na Letras já tivemos uma hora de intervalo para almoço, mas há anos esse intervalo foi reduzido a 35 minutos. Mesmo na época do restaurante antigo, docentes como eu, que saíam de uma aula às 12h50 e iniciavam outra às 13h30, mal tinham tempo para deglutir o que fosse, já descontados os minutos gastos em encontrar acomodação, apanhar a comida e pagar.
Gustavo Jorge - EQ (Aluno Eng de Alimentos)
quinta-feira, outubro 30 2008 - 07:43
Em favor de laboratórios para eng de alimentos
É notório a briga de grupos por espaço principalmente no CT, onde observamos o aumento desregular (famoso puxadinho) das áreas vagas entre os blocos, sem um plano ou projeto que regurarize tal expansão, e evite a formação de futuros "cortiços" no Centro de Tecnologia. Mas também devemos ver o outro lado da moeda. O curso de eng de alimentos, como alguns outros cursos, foi oferecido pela Escola de Química (EQ) no Vestibular de 2004. A Escola de Química possui estruturas bastantes precárias no tocante a laboratórios voltados a tecnologia e engenharia de alimentos, chegando quase a um ponto crítico. Somente existi um laboratório de alimentos, estando aquém do mínimo de infraestrutura adeguada para um laboratório de pesquisa em produtos alimentares. Como é um curso novo, nenhum professor deste possui ainda "cacife" para construção de seu prório espaço, diferente da realidade de determinados docentes da Eng Química mais antigos,entre outros, onde alguns seus projetos milhonários permitem a contrução de prédios e os "puxadinhos", favorecendo mais a desregularização do espaço. O fato é que o vestibular passou a oferecer 40 vagas por ano para o curso de Eng de Alimentos. Daqui para frente, não teremos dezenas, mais sim, centenas de alunos de alimentos, e com uma infraestrutura ainda precária, colocando em xeque a integridade do curso e da formação profissional destes alunos. Outro fato é que está começando a surgir convênios e parcerias com Instituições e Empresas, de forma ainda tímida, mas com potencial de evolução, necessitando mais do que nunca de espaço para inplantação de laboratórios para alimentos. O corpo discente de eng de alimentos aprova a decisão da Reitoria, o Centro acadêmico esta voltado a tomar uma posição favorável, a Direção e a Coordenação da EQ também aprovam esta decisão, além da Decania. Como aluno, que conhece a realidade,posso grantir aos senhores, que o texto acima do prof Zakon, está colocado de forma bastante superficial e quase desdenhando da atual situação que passa os alunos do curso e Eng de Alimentos. Obrigado
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