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quarta-feira, outubro 15 2008 - 09:51
Cordilheira do ANDES*
Se os cientistas sindicais do PROIFES achavam que o percurso da sede da CUT até o Ministério do Trabalho ia ser um passeio, enganaram-se redondamente. Ao promoverem um conluio, ao invés de uma ampla e soberana assembléia, para marcar a fundação de seu sindicato, deram demonstração de fraqueza e não de força. Se contassem com uma indiscutível maioria mobilizada dentre os docentes não haveria ANDES que lhe tirasse a legitimidade. Entretanto, está se dando exatamente o contrário, a diretoria do ANDES, assim como muitas de suas seções sindicais, tem sabido capitalizar o equívoco dos seus adversários, conquistando a cada dia mais apoios. Conselhos universitários da UFRJ, UFF, UFAM, UFPA, dentre outros manifestaram seu apoio à estrutura do ANDES (não necessariamente à sua Diretoria). Mesmo entidades distantes ideologicamente da corrente que dirige o ANDES, como a UNE, manifestaram seu apoio à entidade que vem representando, principalmente, os docentes das IFES. Autoridades federais dentre elas, o Ministro da Educação e o Secretário de Relações do Trabalho, têm recebido a diretoria do ANDES, algo inimaginável há meses atrás. Neste momento, somente a liderança atual do ANDES poderá comprometer a bem sucedida reação, deverá saber equilibrar a força conquistada a partir do repúdio ao PROIFES, com a flexibilidade nas negociações com o Ministério do Trabalho e demais entidades sindicais. Não pode cair na tentação do “caminhão cheio de um povo contente atropelando tudo que está na frente”.
* postado por Luis Paulo Vieira Braga
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